Um ano após começar a valer, a restrição de uso de celulares nas escolas tem se tornado uma realidade nas unidades públicas e privadas do país. Pesquisa conduzida pelo MEC (Ministério da Educação) com gestores escolares mostra que, embora a medida tenha melhorado a participação dos alunos nas aulas, ainda há desafios, como dificuldades para convencer alunos, locais para guardar equipamentos e a fiscalização durante aulas e intervalos.

A pesquisa tem abrangência nacional e foi realizada em uma amostra de 8.189 escolas, públicas e particulares, em ação em parceria entre MEC, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Unesco e Instituto Alana.

A lei que restringe celulares nas escolas foi sancionada em janeiro de 2025, em uma agenda que mobilizou parlamentares e foi abraçada pelo MEC do governo Lula (PT). A pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) mensura a implementação desde então.

Segundo os dados, 92% das escolas relatam que conseguiram implementar a restrição. Dessas, 97% afirmam que a medida contribuiu para ampliar a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas, 86% concordam que a restrição contribuiu para a redução de ansiedade dos estudantes, e 88% dizem que a medida ajudou a reduzir conflitos digitais e cyberbullying.