Pesquisa do Ministério da Educação mostra ainda que 62% dos diretores ouvidos afirmam que aparelhos são guardados nas mochilas dos estudantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aluno da escola municipal do Rio com celular, antes de proibição — Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 18:34 66% das escolas adotam sanções para uso indevido de celulares Uma pesquisa do MEC revela que 66% das escolas adotaram sanções para violações da proibição do uso de celulares, com 62% dos aparelhos sendo guardados nas mochilas. A legislação, em vigor há um ano, visa restringir o uso não pedagógico dos dispositivos. Apesar de desafios, como adesão dos alunos e infraestrutura, 97% dos diretores acreditam que a medida melhorou a participação e concentração dos estudantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC), divulgada nesta terça-feira, com diretores de escolas brasileiras aponta que 66% dos colégios adotaram sanções para violação das regras e 62% definiram que o lugar para guardar os aparelhos é na mochila dos estudantes. O levantamento foi feito para marcar um ano da entrada em vigor da lei que restringe o uso de aparelhos celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Ele foi conduzida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Instituto Alana, com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os tipos de sanções implementadas não foram relatadas pelas escolas. No entanto, essas regras, geralmente, preveem a retenção dos aparelhos caso sejam usados até que um responsável pelo aluno vá buscar o telefone. Algumas notificações, como advertências, também são usadas. De acordo com a pesquisa, 92% dos gestores escolares afirmam que a legislação já está sendo implementada nas instituições — 45% consideram o processo consolidado; 47% avaliam que a implementação está em curso, apesar de ainda enfrentarem desafios; e 8% não iniciaram. Veja alguns achados: Implementação da medida 66% das escolas definiram sanções para violação das62% guardam os celulares na mochila dos estudantes33% recolhem os aparelhos na secretaria ou na recepção da escola21% informam que o celular permanece em posse direta do estudante15% utilizam caixas ou armários coletivos dentro da sala de aula10% utilizam armários escaninhos individuais8% utilizam caixas ou armários coletivos em corredores ou pátios Resultados 97% dos diretores concordam dos diretores que a medida contribuiu para ampliar a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas95% concordam que a medida contribuiu para melhorar a concentração dos estudantes nas aulas95% concordam que a restrição estimulou a socialização presencial entre os estudantes67% relatam aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas88% concordam que a medida contribuiu para a redução de conflitos, agressões digitais e cyberbullying55% observam diminuição de conflitos e agressões físicas dentro da escola Desafios 39% dos diretores relatam dificuldade alta para conquistar a adesão dos estudantes às novas regras39% relatam dificuldade alta para garantir infraestrutura para armazenamento e guarda dos aparelhos31% relatam dificuldade alta para realizar a fiscalização contínua durante aulas e intervalos60% dos diretores apontam a necessidade de reformas estruturais em pátios e áreas de convivência escolar — Em questão de infraestrutura, nós temos uma ferramenta muito importante, que é o Novo PAR. Há muitas indagações sobre 'falta isso, falta aquilo', mas, na verdade, o que falta é planejamento. O Novo PAR é uma ferramenta que apoia desde o diagnóstico até a conclusão do entendimento sobre as necessidades educacionais da região — afirmou Katia Schweickardt. A Pesquisa Nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025 contou com a seleção de 8.189 escolas da educação básica, distribuídas em todas as unidades da Federação, com dados representativos a nível nacional das escolas públicas e privadas e, para a rede pública, dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio. Nesta primeira etapa, foram divulgados os resultados referentes à percepção dos gestores escolares. Os dados relativos aos professores serão apresentados no segundo semestre. Os dados mostram ainda que a restrição ao uso não pedagógico dos celulares não resultou em redução das atividades educacionais com tecnologias digitais. Mais da metade das escolas públicas (51%) ampliou ações de educação digital e midiática em 2025, e outras 36% informaram que iniciariam atividades em 2026. Além disso, 86% dos colégios indicaram manutenção ou ampliação das atividades pedagógicas com tecnologias após a implementação da lei e 71% dos gestores discordam da afirmação de que a restrição ao uso dos celulares limita o desenvolvimento de habilidades digitais dos estudantes. Entenda a pesquisa O estudo ouviu gestores de escolas públicas e privadas de todas as unidades da Federação e buscou compreender como as redes de ensino vêm implementando a legislação, além de identificar estratégias adotadas, desafios e percepções sobre seus efeitos no cotidiano escolar. A pesquisa utilizou amostra probabilística nacional definida pelo Inep, com representatividade para escolas públicas e privadas. Foram selecionadas 8.189 escolas em todo o país e aplicados questionários entre março e abril de 2026.