Maioria das instituições também relata melhora na concentração dos estudantes, redução de ansiedades e o aumento da socialização no ambiente escolar A restrição ao uso de celulares para fins não pedagógicos foi implementada em 92% das escolas de educação básica, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta terça-feira (30). A maioria das instituições também relata melhora na concentração dos estudantes, a redução de ansiedades e o aumento da socialização no ambiente escolar. O levantamento avaliou a implementação do primeiro ano da Lei nº 15.100/2025, que limita o uso de aparelhos celulares em escolas. A pesquisa reúne informações sobre o desempenho de redes públicas e privadas de ensino, os impactos no cotidiano escolar, os desafios enfrentados e estratégias adotadas pelas instituições de ensino. Segundo o levantamento, a grande maioria (97%) concorda que a medida contribuiu para ampliar a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas. Outros 95% afirmam que a medida contribuiu para melhorar a concentração dos estudantes. Para as escolas, a restrição estimulou a socialização presencial (95%) e uma diminuição dos conflitos e das agressões físicas no ambiente escolar (55%). No primeiro ano de vigência da lei, as instituições também perceberam uma redução da ansiedade (86%). A pesquisa também aponta que 86% relatam a manutenção ou a ampliação das atividades pedagógicas com tecnologias digitais, e outros 71% discordam que a restrição limita o desenvolvimento de habilidades digitais. Segundo o levantamento, 87% relatam que as escolas realizaram ou planejam ações de ampliação da educação digital. Os gestores apontaram como prioridades o fortalecimento da parceria com as famílias para estabelecer limites para o tempo de tela, a formação docente em mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar, a ampliação dos espaços de lazer nas escolas e a inclusão da educação digital e midiática no currículo. No evento de divulgação, realizado em Brasília, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que a lei não proíbe o uso pedagógico da tecnologia, mas busca reorganizar a forma como ela é incorporada ao ambiente escolar. Ela também reconhece que a realidade brasileira é diversa e que ainda há escolas que dispõem de poucos equipamentos para trabalhar a educação digital. “A tecnologia não é inimiga da humanidade. Não vamos demonizar o uso das tecnologias nem dos celulares. O que a gente propôs foi restringir o mau uso [...] O que tentamos fazer foi ajudar todos a reorganizar suas práticas para que o uso nocivo, que estava gerando ansiedade e desconcentração, fosse retirado do cotidiano das escolas. Mas o uso positivo, estamos incentivando cada vez mais”, afirmou. O levantamento foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Instituto Alana e a Unesco no Brasil. — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Lei que restringe uso de celular foi implementada por 92% das escolas brasileiras, aponta pesquisa
Maioria das instituições também relata melhora na concentração dos estudantes, redução de ansiedades e o aumento da socialização no ambiente escolar








