Óbitos ainda não podem ser oficialmente atribuídos ao fenômeno; autoridades alertam que balanço final pode ser pior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Altas temperaturas afetam países da Europa — Foto: Jean-Christophe Verhaegen / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/06/2026 - 09:38 Onda de Calor na França: Mil Mortes a Mais e Hospitais Sob Pressão A França experimenta uma onda de calor intensa, com mil mortes a mais do que o esperado desde quarta-feira, segundo a agência nacional de saúde. Embora essas mortes ainda não possam ser oficialmente atribuídas ao calor, autoridades alertam que o balanço final pode ser pior. Pessoas acima de 65 anos são as mais afetadas, com um aumento de 40% nas mortes em domicílio. A situação pressiona hospitais e gera preocupação com a mortalidade excessiva. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A França registrou desde quarta-feira cerca de mil mortes a mais do que o esperado durante uma onda de calor excepcional por sua intensidade, anunciou neste domingo a agência nacional de saúde pública, que alertou que o balanço final pode ser ainda maior. "Desde 24 de junho, foram observadas aproximadamente 1.000 mortes adicionais — números ainda não consolidados — em comparação com os óbitos registrados nos meses anteriores", informou a Saúde Pública França. O fenômeno afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos e também foi observado um aumento de 40% nas mortes ocorridas em domicílio. Neste domingo, as temperaturas diminuíram na França, após 11 dias de uma onda de calor histórica, já considerada mais intensa do que a de 2003. No entanto, o efeito tardio do calor sobre o organismo continua mantendo os hospitais sob forte pressão e alimenta o temor de um elevado excesso de mortalidade. Até o momento, não foi divulgado um balanço exato, mas a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, já havia alertado no sábado que está sendo observado um número de mortes "acima do normal". Nesse contexto, o balanço da Saúde Pública França oferece uma ideia da mortalidade registrada, embora ainda seja bastante parcial. A agência de saúde pública considera suas observações a partir de quarta-feira, quando a onda de calor se intensificou, com temperaturas superiores a 40°C em várias partes do país. "Mais de 1.200 mortes — por todas as causas — foram registradas em 24 de junho, e mais de 1.400 mortes por dia nos dias 25 e 26 de junho", informou a agência. "Como comparação, eram contabilizadas entre 900 e 1.000 mortes diárias em abril e maio", acrescentou. No total, desde quarta-feira, isso indica cerca de 1.000 mortes acima da média, embora, por enquanto, elas não possam ser oficialmente atribuídas ao calor. No entanto, é provável que o balanço seja ainda maior, já que alguns efeitos do calor podem demorar dias para se manifestar. O aumento das mortes atinge "todas as faixas etárias", informou a Saúde Pública França, mas destacou que 85% dos óbitos registrados correspondem a pessoas com 65 anos ou mais. Segundo a agência, houve "um aumento particularmente acentuado das mortes em domicílio — da ordem de 40% — especialmente na Île-de-France, região onde fica a capital, Paris.