Balanço ainda é parcial e o número pode aumentar à medida que novas estatísticas forem divulgadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Somente na França, mais de 2 mil mortes adicionais foram registradas apenas em uma semana de junho em comparação com a semana anterior, segundo a agência de saúde pública — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 11:28 Onda de Calor em Junho Causa 12 Mil Mortes na Europa em 2023 A onda de calor em junho causou pelo menos 12 mil mortes acima do esperado na Europa, com registros significativos na Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suíça e Luxemburgo. O levantamento é parcial e os números podem aumentar. O Met Office apontou 2.200 mortes relacionadas ao calor no Reino Unido. Autoridades de saúde destacam a necessidade de tratar o calor como uma emergência de saúde pública. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Entre os dias 22 e 28 de junho, período de pico da onda de calor em vários países, cerca de 10 mil mortes em excesso já foram registradas pelos institutos nacionais de sete países: Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suíça e Luxemburgo. A esses números somam-se outras 2.200 mortes relacionadas ao calor na Inglaterra e no País de Gales, segundo estimativas publicadas pelo serviço meteorológico britânico Met Office para o período mais amplo, entre 18 e 28 de junho. Esse levantamento ainda é parcial. Dados provisórios da plataforma europeia de monitoramento da mortalidade EuroMOMO (European Mortality Monitoring) também apontam para um aumento significativo na última semana de junho, com 14.260 mortes em excesso. O modelo estatístico é alimentado por dados oficiais de 24 países que representam quase 400 milhões de habitantes. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP “O verão ainda não terminou”, advertiu nesta quinta-feira o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Henri Kluge. “Temos as ferramentas para evitar essas mortes”, disse. Atualmente, “muitos governos ainda tratam o calor como um fenômeno meteorológico e não como uma emergência de saúde pública”, acrescentou em comunicado. Trata-se, até o momento, da semana de junho com maior excesso de mortalidade desde o início, em 2020, das séries harmonizadas da EuroMOMO, que não cobre parte da Europa Oriental. Considerando todas as semanas de verão dos últimos sete anos, a chamada “semana 26” de 2026 só fica atrás de uma semana de julho de 2022. Naquela época, a Covid-19 ainda circulava em alguns países. — Até onde sabemos, não há outras causas para esse excesso de mortalidade além do calor, e isso é bastante dramático — afirmou à AFP Lasse Vestergaard, epidemiologista do instituto de pesquisa dinamarquês Statens Serum Institut e coordenador da EuroMOMO. Vestergaard alertou para a necessidade de cautela na interpretação dos números mais recentes, ainda provisórios. Segundo o organismo, são necessárias quatro semanas para que as estimativas sejam suficientemente consolidadas. Os primeiros números nacionais sobre excesso de mortalidade frequentemente foram revisados para cima após o fim da onda de calor. Ainda assim, eles fornecem indicações precoces sobre as consequências humanas dos picos de temperatura extrema, que se tornam cada vez mais frequentes. Segundo os climatologistas do grupo World Weather Attribution, a onda de calor teria sido praticamente impossível em junho sem a influência das mudanças climáticas. Alemanha entre os países europeus mais atingidos Os métodos para contabilizar as mortes em excesso, ou mais precisamente as mortes causadas pelo calor, variam de um país para outro. Na Espanha, o sistema de monitoramento da mortalidade do Centro Nacional de Epidemiologia (MoMo) atribuiu 610 mortes ao calor entre 22 e 28 de junho, sendo quase dois terços delas entre pessoas com mais de 85 anos. A Alemanha registrou 5.780 mortes adicionais na 26ª semana do ano em comparação com a média dos quatro anos anteriores, segundo cálculos realizados a partir dos números do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis). Em relação às duas semanas anteriores, o órgão contabilizou 7.100 mortes adicionais. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), autoridade sanitária alemã, mais pessoas já morreram de calor neste verão no país do que em qualquer um dos seis anos anteriores. Na França, mais de 2 mil mortes adicionais foram registradas na semana 26 em comparação com a semana anterior, segundo a agência de saúde pública francesa. Na Bélgica, o instituto científico público Sciensano contabilizou 753 mortes em excesso apenas nos dias 27 e 28 de junho, dentro de um total de 1.747 mortes registradas entre 18 de junho e 1º de julho. Trata-se de um recorde nacional para uma onda de calor no século 21. Uma análise da AFP baseada nos dados do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda (RIVM) aponta para quase 600 mortes em excesso no país entre 22 e 28 de junho. Na Suíça, foram registradas cerca de 220 mortes adicionais no mesmo período, segundo os dados do Escritório Federal de Estatísticas. Em Luxemburgo, o Ministério da Saúde informou 23 mortes em excesso. Já em um boletim que abrange 54 grandes cidades italianas, as autoridades sanitárias observaram, por enquanto, uma mortalidade “ligeiramente superior” ao esperado apenas entre pessoas com mais de 85 anos nas regiões do norte do país, no fim de junho. Vários países da Europa Central e Oriental, também afetados pela onda de calor de junho, ainda não divulgaram dados, entre eles a Eslováquia e a Hungria.
Europa registra ao menos 12 mil mortes acima do esperado durante onda de calor de junho
Balanço ainda é parcial e o número pode aumentar à medida que novas estatísticas forem divulgadas











