A onda de calor extremo que castigou a Europa Ocidental na segunda quinzena de junho provocou mais de 10.000 mortes em excesso durante o período. A grande maioria das mortes — mais de 9.000 — envolveu pessoas com 65 anos ou mais, de acordo com dados publicados nesta segunda-feira 13 pela EuroMOMO, uma rede apoiada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e pela Organização Mundial da Saúde.
O calor extremo pode causar a morte por hipertermia ou agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo os idosos um dos grupos mais vulneráveis.
“Ter esse tipo de excesso nesta época do ano é incomum. É realmente alto”, disse Lasse Vestergaard, médico-chefe do Instituto Statens Serum, da Dinamarca, que abriga a EuroMOMO.
“É difícil explicar esse alto excesso de mortalidade por qualquer outra causa que não seja o calor extremo”, acrescentou Vestergaard.
Cientistas afirmaram que a onda de calor extremo do final de junho teria sido “praticamente impossível” na Europa sem as mudanças climáticas causadas pelo homem, que estão tornando esses eventos climáticos mais frequentes e intensos.












