Maioria das vítimas era de idosos, e autoridades esperam que o número de óbitos aumente Onda de calor extremo castiga Europa — Foto: Jeremias González/AP A França registrou 1 mil mortes acima do esperado durante a onda de calor intensa que atinge a Europa, informou a agência de saúde pública do país no domingo, alertando que o número real provavelmente seria maior. Ao detalhar sua contagem preliminar de mortes acima do esperado, a Santé Publique afirmou que a maioria das vítimas eram idosos e que esperava um aumento na taxa de mortalidade à medida que mais informações sobre óbitos em instituições de longa permanência e residências se tornassem disponíveis. Os europeus têm enfrentado condições extremas durante uma onda de calor associada a dezenas de mortes, fenômeno que quebrou recordes, prejudicou a geração de energia e danificou a infraestrutura. Cientistas afirmaram que a onda de calor, iniciada em 20 de junho, foi a pior já registrada na Europa, região onde o clima está mudando mais rapidamente do que a média global. A onda de calor tem se deslocado para o leste. No entanto, embora o serviço meteorológico francês tenha informado que o calor extremo diminuiu na maior parte do país, algumas áreas do nordeste ainda permaneciam sob alerta de onda de calor. A ministra da Saúde, Stephanie Rist, disse ao jornal La Tribune que o impacto da onda de calor poderia persistir por até 10 dias após o abrandamento das condições climáticas. “O episódio não terminou”, declarou ela à emissora BFM. A maioria das mortes envolveu pessoas com 65 anos ou mais, embora os efeitos do calor extremo na saúde tenham atingido todas as faixas da população, informou a Santé Publique. Até o momento, o governo francês não divulgou um balanço oficial das mortes diretamente relacionadas à onda de calor.