Com dez anos de operação recém-completados, a hidrelétrica de Belo Monte é vista por cientistas como um alerta para os riscos de expansão da geração hidrelétrica na Amazônia, defendida pela área energética do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estudos publicados em revistas científicas sobre os impactos do megaempreendimento apontam, por exemplo, risco de colapso da fauna aquática do rio Xingu e aumento do desmatamento na região de Altamira, Pará, onde está a usina hidrelétrica.
Lançam dúvidas também sobre a sustentabilidade da geração hidrelétrica na Amazônia em relação a outras fontes de energia, já que o alagamento de áreas antes ocupadas por florestas gera elevadas emissões de gases do efeito estufa.
Belo Monte começou a gerar energia em maio de 2016, sob a oposição de povos indígenas da região, de entidades ambientalistas e de cientistas. Com capacidade total de 11,2 mil megawatts (MW), é a maior usina hidrelétrica em solo brasileiro.
Para driblar os entraves ambientais, foi construída sem um grande reservatório —tipo de projeto conhecido como hidrelétrica a fio d'água— e com um canal artificial de alimentação das turbinas que evitou o alagamento de uma área conhecida como Volta Grande do Xingu.












