Passados os 90 dias de prisão domiciliar que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu a Jair Bolsonaro (PL), parentes e aliados do ex-presidente dizem esperar uma prorrogação em nome de sua saúde, ainda que seu isolamento político tenha se agravado no período.
A continuidade da prisão domiciliar, no entanto, está ameaçada pela apreensão, na semana passada, de uma arma de Bolsonaro com dos seus seguranças. O agente a levava para o conserto, segundo a defesa do ex-presidente afirmou à Polícia Federal.
Em um despacho nesta quarta-feira (24), Moraes disse que isso demonstra uma "falta grave" e pode ensejar "a cessação da prisão domiciliar". O ministro pediu a opinião da PGR (Procuradoria-Geral da República), que disse não ver, até aqui, uma falta disciplinar e falou em aguardar as investigações. Os 90 dias se encerraram nesta quinta-feira (25).
Interlocutores do ex-presidente dizem acreditar que a disposição de Moraes é encerrar a prisão domiciliar, mas que a posição da PGR pode fazer diferença. Além disso, outros ministros do STF preferem que Bolsonaro seja mantido em casa.
Bolsonaristas afirmam que a volta de Bolsonaro para a unidade conhecida como Papudinha daria a Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, uma plataforma eleitoral mais robusta em torno de uma suposta perseguição ao pai, além de gerar turbulência política e colocar a vida do ex-presidente em risco.












