A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) completará 90 dias na próxima quarta-feira 24, motivo pelo qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes terá de decidir se renova ou cancela o benefício. Em março, ao autorizar o ex-presidente a cumprir em sua residência a pena de 27 anos pela trama golpista, o magistrado fixou o prazo de três meses para voltar a analisar a “presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária”.

Às vésperas do novo exame sobre a situação de Bolsonaro, Moraes sinaliza nos bastidores que as atuais circunstâncias podem comprometer a extensão da benesse. Nesta quarta-feira 17, a Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para apurar por que uma arma registrada em nome do ex-capitão foi encontrada com um militar durante uma blitz.

Ao tentarem justificar o caso a Moraes, os advogados afirmaram que, embora a posse fosse legal, “as medicações psiquiátricas” de Bolsonaro levaram sua equipe de segurança a retirar o percussor da arma, “tornando-a inoperante” — supostamente sem o conhecimento do ex-presidente.

A defesa sustenta que Bolsonaro entregou sua arma a um sargento do Exército apenas para manutenção. Segundo os advogados, o STF não cassou o direito de seu cliente de manter o armamento.