Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) citou, em pronunciamento nesta quinta-feira (25), o caso do filme "Dark House" e afirmou que a prisão do vereador do PT Senival Moura (SP) "não é uma questão partidária".

"Questão ética não é uma questão partidária", afirmou Haddad a jornalistas após ser questionado sobre a operação da Polícia Civil e do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) que mirou Senival Moura, suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.

Em resposta, o ex-ministro rebateu que o instituto de Karina Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse" (azarão, em inglês), subcontratou um suspeito de integrar o PCC para instalar pontos de wi-fi em favelas da capital paulista, conforme revelou a Folha.

"O Ministério Público vai agir como em relação a isso? Eu não sei, eu não sou do Ministério Público, mas eu torço para que tudo seja passado a limpo no Brasil, envolvendo bolsonarista, centrão, quem for, tudo tem que ser passado a limpo", afirmou Haddad.

O pré-candidato ao governo do estado disse que as pessoas têm de ser investigadas na forma da lei, com todas as garantias do direito de defesa, mas que cada um é responsável pelos seus atos. "Ninguém pode estar imune a uma investigação", disse.