Petista reconheceu que a ausência de nomes pode fazer com que a eleição seja decidida no primeiro turno Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), pré-candidato ao governo de São Paulo — Foto: Diogo Zacarias/MF - 8/10/2025 O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse lamentar a desistência do ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) da disputa ao pleito estadual. Haddad reconheceu que a ausência de nomes pode fazer com que a eleição seja decidida no primeiro turno e desconversou sobre a possibilidade de o ex-ministro Márcio França (PSB) se candidatar. “Eu confiava e até torcia, para ser bem honesto com você [ao repórter que fez a pergunta], que o PSDB pudesse fazer uma tentativa de ressurgir [...] lamentei um pouco que o PSDB não tenha nem ensaiado uma retomada”, disse Haddad em entrevista à Jovem Pan na terça-feira (23). Paulo Serra anunciou a retirada da pré-candidatura um dia após a desistência do deputado federal Kim Kataguiri (Missão), que tentará a reeleição. Sobre o deputado, Haddad afirmou que nunca acreditou na consolidação da candidatura do parlamentar, a quem se referiu como uma figura “frágil”, “inexperiente” e de “pouca expressão pública”. Mantido o atual cenário, a disputa ao cargo deve ficar concentrada nas candidaturas de Haddad e do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Questionado sobre a possibilidade de eleição ser resolvida já no primeiro turno, o ex-ministro concordou se tratar de um desfecho possível. O petista disse que uma eleição em dois turnos pressupõe a existência de ao menos três candidatos competitivos na primeira etapa e voltou a lamentar a ausência do PSDB, que, na avaliação dele, poderia ocupar o espaço da direita paulista. Tarcísio derrotou Haddad nas eleições de 2022 e colocou fim a 28 anos consecutivos do PSDB no comando do Estado. Conforme mostrou o Valor, a desistência de dois pré-candidatos ao governo paulista ampliou a movimentação das pré-campanhas de Haddad e de Tarcísio para consolidar alianças e definir estratégias eleitorais. As pesquisas mais recentes continuam apontando favoritismo de Tarcísio. O cenário com poucas candidaturas preocupa aliados de Haddad, já que uma eventual derrota no primeiro turno poderia enfraquecer a mobilização do campo da esquerda no maior colégio eleitoral do país e atrapalhar a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo lado de Tarcísio, a estratégia é ampliar a coalizão, que já reúne Republicanos, PL, MDB, PSD e a federação União Brasil-Progressistas. A expectativa entre aliados do governador é atrair também o apoio do PSDB, embora a direção nacional tucana ainda não tenha tomado uma decisão formal. O partido Missão ainda não descartou a hipótese de lançar uma candidatura própria ao governo paulista. Candidatura de Márcio França A saída de Paulo Serra e de Kataguiri fez surgir nos bastidores a possibilidade de o campo aliado do PT lançar a candidatura do ex-ministro Márcio França (PSB). A leitura é que poderia aumentar as chances de levar a disputa ao segundo turno. A ideia, no entanto, é recebida com resistências por lideranças petistas. Questionado a respeito, Haddad afirmou que ninguém o procurou para tratar do assunto e disse não ter conversado com França, que até então vinha manifestando interesse de disputar o Senado. O petista disse que pretende conversar com o ex-ministro para entender a origem das especulações. Decisão para vice Haddad confirmou que a disputa pela vaga de vice na sua chapa está concentrada em três nomes, entre eles o França. Os demais seriam as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que também pleiteiam a disputa ao Senado. O petista afirmou estar “muito confortável” com qualquer uma das opções e ressaltou que qualquer um dos três poderia ocupar tanto a vice quanto uma das vagas ao Senado. Nas palavras de Haddad, o desfecho da negociação “passa mais pelo PSB do que pelo PT, pela Rede e pelo Psol”.
Haddad lamenta saída do PSDB da disputa em SP e desconversa sobre Márcio França
Petista reconheceu que a ausência de nomes pode fazer com que a eleição seja decidida no primeiro turno














