Pré-candidato ao governo de SP, o petista disse diz que não pode haver ‘seletividade’ nas apurações sobre irregularidades envolvendo políticos Ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP), pré-candidato a governador de São Paulo — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu a investigação que levou à prisão do vereador da capital paulista Senival Moura (PT), por suspeita de elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas afirmou que apurações sobre irregularidades envolvendo políticos não podem ter "seletividade" conforme partido ou ideologia dos envolvidos. Moura foi preso nesta quinta no âmbito de uma investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma empresa do setor de ônibus. A defesa do vereador não havia se manifestado sobre o caso até a publicação deste texto. A assessoria informou que deve comentar o assunto em uma nota a ser divulgada mais tarde. Haddad anunciou nesta quinta a composição de sua chapa na eleição estadual, com Márcio França (PSB) na vice e Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como pré-candidatas ao Senado. Questionado por jornalistas, o ex-ministro da Fazenda buscou se distanciar do caso de Moura, afirmando que "é impossível saber da conduta de cada indivíduo" em um agrupamento mais amplo, mas que todos podem ser investigados. "Para mim, questão ética não é uma questão partidária. As pessoas são responsáveis pelos seus atos, têm que ser investigadas na forma lei, com todas as salvaguardas do direito e da ampla defesa, mas ninguém pode estar imune a uma investigação", disse, antes de cobrar que também sejam esclarecidas suspeitas ligadas às administrações de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB). "Eu acho que tudo tem que ser visto." Haddad enfatizou que "é natural que a polícia faça o seu trabalho e investigue quem quer que seja", mas afirmou ser problemático um eventual direcionamento. Segundo ele, "não pode haver persecução penal seletiva" e a presunção de inocência e o direito de defesa têm que ser observados em todos os casos, inclusive de rivais políticos. "Ninguém quer abuso contra ninguém, nem contra adversário", declarou. "Tudo o que está errado tem que ser investigado. O que a sociedade quer é a punição de responsáveis na forma da lei, dando todas as garantias e salvaguardas legais para as pessoas esclarecerem. Torço para que tudo seja passado a limpo no Brasil, envolvendo bolsonarista, Centrão, quem for. As pessoas se defendem, prestam contas, podem ou não ser processadas ou absolvidas, mas é cada um responder pelos seus atos." De acordo com Haddad, o diretório do PT em São Paulo deve analisar o caso de Moura, mas ainda não houve um encaminhamento. "O partido também tem suas providências possíveis. Entendo que o diretório municipal vai tomar as providências cabíveis no caso e vai julgar o que fazer nesse episódio", disse. "Às vezes, a pessoa tem a melhor visão de mundo e comete um erro. Paciência, que pague pelo erro. O que a pessoa abraça como ideologia não é salvaguarda para nada", acrescentou o pré-candidato ao governo paulista.
Haddad defende investigação sobre vereador do PT preso por suspeita de elo com PCC
Pré-candidato ao governo de SP, o petista disse diz que não pode haver ‘seletividade’ nas apurações sobre irregularidades envolvendo políticos















