O início do século XXI foi marcado pela ascensão de vários governos progressistas em países da América Latina. Foi a chamada “onda rosa”, caracterizando as tendências ideológicas de esquerda desses governos. Hugo Chávez, Lula, Néstor ­Kirchner, ­Tabaré Vasquez e Pepe Mujica e Evo ­Morales foram os principais expoentes desse processo. Em 2011, quase todo o mapa da América do Sul era vermelho. A onda rosa se fortaleceu na esteira da terra arrasada social provocada pelo neoliberalismo. Foi marcada por programas de crescimento econômico, combate à pobreza e inclusão social. O boom das commodities lastreou a sustentação das políticas dos governos progressistas. Mas, nas crises financeiras de 2008 a 2012, surgiram os primeiros sinais de problemas de sustentação do modelo.

Em 2015, Mauricio Macri vence na Argentina, em 2016 Dilma Rousseff foi derrubada, em 2017 Sebastián Piñera volta à Presidência do Chile e em 2018 Jair Bolsonaro foi eleito no Brasil.

Em torno de 2020, contudo, parecia que se iniciava uma segunda onda rosa. Andrés López Obrador assumiu a Presidência do México em 2018, Luís Arce na Bolívia em 2020 e Gabriel Boric, Gustavo Petro e ­Xiomara Castro assumem em 2022 no Chile, Colômbia e Honduras. Em 2023, Lula começa o seu terceiro mandato no Brasil.