A eleição do empresário de ultradireita Abelardo de la Espriella à Presidência da Colômbia, conforme resultados preliminares, reforça uma tendência recente a governos conservadores na América Latina.

Na maioria dos pleitos dos últimos três anos, altamente polarizados e concorridos, as candidaturas de centro esvaziaram-se e, não raro, gestões de esquerda foram derrotadas nas urnas. Houve triunfos à direita em Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia, Equador, El Salvador, Costa Rica, Honduras, República Dominicana e Panamá —sem falar no Peru, onde o resultado ainda não é oficial.

Há diferentes matizes entre esses vitoriosos —de populistas e radicais liberais a conservadores comedidos, de novatos na política a velhas raposas, além de governantes de traços autoritários como Nayib Bukele, de El Salvador, e Daniel Noboa, do Equador.

Porém os compromissos de combate à criminalidade, em franca expansão na região, são um ponto comum de suas promessas de campanha, assim como a simpatia pela política de segurança pública dos EUA de Donald Trump para a região.

A esquerda continental historicamente demonstra dificuldade em propor ao eleitorado soluções críveis para o tema.