A Colômbia seguiu a tendência de El Salvador, Argentina, Equador e Chile e entrou na onda de ultradireita que varre a região da América Latina nos últimos anos. Neste domingo (21), o país foi às urnas e elegeu em uma votação apertada Abelardo de la Espriella presidente.

Com 99,8% das urnas apuradas, o advogado conseguiu 49,65% dos votos, contra 48,71% de seu adversário Iván Cepeda, apadrinhado do presidente Gustavo Petro. A contagem preliminar confirma a tendência observada por pesquisas de intenção de voto.

Conforme esperado, o presidente colocou em xeque a apuração, como fez no primeiro turno. "Ainda não se pode saber quem é o presidente e há muitas irregularidades", afirmou pelo X, onde estava proibido de fazer campanha eleitoral por Cepeda nos últimos dias.

Embora o resultado desta noite não tenha força jurídica e sirva apenas para informar a população dos resultados, é de praxe que o presidente reconheça a vitória antes da contagem oficial, que normalmente é divulgada alguns dias depois e coincide em quase 100% com a apuração preliminar.

A estreia do advogado de 47 anos em um cargo público será na Presidência do segundo país mais populoso da América do Sul —atrás do Brasil, com quase 213 milhões de habitantes, a Colômbia é lar de 53 milhões de pessoas e, em 2024, teve um PIB de quase US$ 419 bilhões.