Além dos supostos acionistas envolvidos na operação, Operação Lázaro apura o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público Banco liquidado na década de 60 é ‘reativado’ em esquema de fraude de R$ 1 bilhão, diz Polícia Civil do Rio — Foto: Tomislav Jakupec/Pixabay A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã de quinta-feira (25), operação para investigar suposto esquema de fraude envolvendo um banco “fantasma”. A Polícia Civil não revelou o nome da instituição, mas seria o Banco de Crédito Móvel (BCM), segundo apuração o portal G1. Segundo a Polícia Civil, a Operação Lázaro, deflagrada nesta quinta-feira, envolve reativação de banco liquidado na década de 60, informaram os policiais. Conforme a Bíblia, Lázaro foi amigo próximo de Jesus Cristo, famoso por ter sido ressuscitado quatro dias após a sua morte. Na ação de hoje, os policiais tentam apurar suposto esquema que teria utilizado reativação irregular, deste banco, extinto há mais de 60 anos, para tentar se apropriar de um crédito superior a R$ 1 bilhão. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que, em 2024, um grupo de falsos acionistas do banco extinto teria conseguido restabelecer o registro da instituição financeira, que encerrou oficialmente atividades em 1964, após processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas. De acordo com apurações policiais, a medida teria ocorrido mesmo diante de decisões judiciais e de manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição. Na prática, informou a Polícia, o objetivo seria reivindicar os direitos sobre um crédito bilionário relacionado à desapropriação de área de aproximadamente 153 mil metros quadrados, localizada no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Os agentes apuram se a reativação do banco foi utilizada como forma de dar aparência legítima à tentativa de apropriação desses valores. Isso porque as diligências policiais comprovaram que, após liquidação da instituição financeira na década de 1960, as ações da companhia deixaram de existir e os ativos remanescentes foram distribuídos entre os então acionistas. Mesmo assim, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou acionistas teriam articulado a retomada do registro empresarial da instituição, informou a Polícia Civil. Durante a apuração, também surgiram ainda indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas ilícitas, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na zona sudoeste da capital. Com as diligências de hoje, os agentes buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a atuação de cada alvo e aprofundar as investigações. Além dos supostos acionistas envolvidos na operação, a investigação apura o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público, informou a polícia. A Polícia Civil não cita nomes, nem de envolvidos, nem do órgão envolvido na Operação Lázaro. Segundo o portal g1, entre os alvos da operação estão, além de acionistas do banco, integrantes da cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). Seriam eles o vice-presidente, Affonso D’Anzicourt Silva, o secretário-geral, Gabriel Oliveira de Souza Voi, e o ex-presidente do órgão, Sergio Tavares Romay.
Banco liquidado na década de 60 é ‘reativado’ em esquema de fraude de R$ 1 bilhão, diz Polícia Civil do Rio
Além dos supostos acionistas envolvidos na operação, Operação Lázaro apura o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público















