PUBLICIDADE Mandados de busca e apreensão são cumpridos em condomínios e residências de luxo do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais civis estão nas ruas cumprindo mandados de busca e apreensão em vários bairros do Rio — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 08:31 Polícia do Rio Desmonta Fraude Bilionária com Banco Extinto A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a "Operação Lázaro" para investigar um esquema de fraude bilionário envolvendo a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diversos bairros nobres da cidade. O grupo de falsos acionistas visava se apropriar de um crédito superior a R$ 1 bilhão, ligado a uma desapropriação no Recreio dos Bandeirantes. A operação também investiga o envolvimento de agentes públicos e fraudes imobiliárias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Policiais civis estão nas ruas desde cedo cumprindo mandados de busca e apreensão em vários bairros do Rio. O foco da “Operação Lázaro”, deflagrada pela Delegacia de Defraudações (DDEF) é apurar um esquema que teria se utilizado a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos para tentar se apropriar de um crédito superior a R$ 1 bilhão. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em condomínios e residências de alto padrão localizados nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo. De acordo com as investigações, em 2024, um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou oficialmente suas atividades em 1964, depois do processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas. Segundo das as apurações, a medida teria ocorrido mesmo diante de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição. As investigações apontam ainda que o objetivo do grupo seria reivindicar direitos sobre um crédito bilionário relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio Os agentes apuram se a reativação do banco foi utilizada como forma de dar aparência legítima à tentativa de apropriação desses valores. As diligências mostram ainda que, depois da liquidação da instituição financeira na década de 1960, as ações da companhia deixaram de existir e os ativos remanescentes foram distribuídos entre os então acionistas. Apesar disso, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou acionistas teriam articulado a retomada do registro empresarial da instituição. A investigação apura ainda o envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público. As investigações mostram que durante apuração surgiram indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas ilícitas, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital. As diligências desta quinta são para apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a atuação de cada alvo e aprofundar as investigações, informou a Polícia Civil.