Unir o fascínio pelo céu à escolha de uma carreira; foi assim que Arthur Tomé, 21, decidiu prestar engenharia aeroespacial. A ideia surgiu após um teste vocacional no ensino médio. Entre as opções, era a que mais se encaixava em seu perfil.

Com o rumo definido, ele mirou o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), um dos vestibulares mais concorridos do país. Vieram cinco anos de preparação e a mudança de São Paulo para São José dos Campos (a 92 km da capital), onde estudou no Curso Poliedro.

Para o estudante, a engenharia aeroespacial costuma ser questionada pelo contraste com problemas sociais imediatos, sobretudo pelo custo do setor espacial. Ele discorda. "Eu vejo a engenharia espacial como contemplar o céu e valorizar o chão. Olhar para fora faz você dar mais valor ao que tem aqui", diz.

A área integra um conjunto de engenharias voltadas ao projeto e à construção de veículos —aeroespacial, aeronáutica, automotiva, mecânica e naval— e é tratada como um núcleo de alta tecnologia, associado ao desenvolvimento nacional.

Na graduação aeroespacial, de acordo com professores ouvidos pela Folha, o rigor é considerado alto. O aluno precisa dominar matemática, física, mecânica, ciência dos materiais, eletrônica, telecomunicações, controle, aerodinâmica, estruturas, motores, sistemas de voo e instrumentação.