Andar pelas ruas de São Paulo foi o que despertou em Thaís Santos, 24, a vontade de ser engenheira civil. Filha de taxista e sem engenheiros na família, ela construiu a imagem da profissão a partir do que via pela cidade. Os nomes gravados nas placas de obra eram sua referência —cada um deles, para ela, era o rosto de alguém que deixaria uma marca na história da cidade.
Primeira da família a cursar o ensino superior, Thaís via na graduação também uma forma de abrir novos caminhos dentro de casa. Antes mesmo de escolher o curso, ela já havia escolhido a Poli-USP, ainda no ensino fundamental. O gosto por exatas também ajudou na decisão.
Mas a graduação que ela imaginava não foi a que encontrou. Ingressou em 2020 e, com o início remoto durante a pandemia, se afastou da prática da engenharia e passou a se interessar por áreas que não esperava, como consultoria e finanças. Hoje, trabalha em uma gestora com foco no mercado imobiliário. "Juntou as duas coisas que eu gosto", diz. Ela acompanha obras e analisa a viabilidade de projetos de incorporadoras e construtoras.
As áreas da engenharia ligadas a infraestrutura e cidades estão entre as mais tradicionais do campo. De acordo com o censo do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), entre cerca de 48 mil entrevistados, 39% dos profissionais atuam na construção civil, a área mais frequente entre os registrados.








