Um "solucionador de problemas". É assim que o estudante Gabriel Muck, 19, define o engenheiro moderno, profissão que decidiu seguir. Vestibulando, ele pretende cursar engenharia de produção na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), atraído pela possibilidade de atuar em áreas como logística e finanças.

Antes mesmo de entrar na graduação, Gabriel diz que quer começar pelo mercado financeiro. Para ele, bancos e gestoras buscam engenheiros por sua formação analítica e capacidade de resolver problemas complexos com base científica.

Como ele, muitos vestibulandos escolhem engenharia sem conhecer em detalhe a profissão ou guiados pelo gosto por exatas. "Ser bom em exatas me influenciou. Se tivesse que escolher uma matéria, seria matemática", afirma.

Áreas como engenharia de produção, mecatrônica e controle e automação combinam base técnica com gestão de processos e uso de tecnologia. A ideia de Gabriel desse tipo de engenheiro como "solucionador de problemas" é compartilhada por professores ouvidos pela Folha.

O pró-reitor adjunto de graduação da UFMG, Pedro Pereira, afirma que, mais do que dominar conteúdos, o essencial é saber investigar problemas e construir caminhos para chegar às respostas.