Estudante de engenharia de pesca, Maria Raupp, 20, se incomoda com os memes que circulam nas redes sociais sobre o curso. As piadas costumam ironizar a escolha pela graduação como "última opção" ou motivo de deboche após a aprovação. Ao ouvir esse tipo de comentário, ela tenta explicar a área e desfazer estereótipos. Para a aluna, a falta de visibilidade ajuda a alimentar esse tipo de reação.
Essa postura educativa vem da própria experiência da estudante. Antes de ingressar na área, ela acreditava que a profissão se limitava à prática de pescar. Chegou a cogitar psicologia e pedagogia, por ter uma "formação mais em humanas".
A mudança ocorreu quando o colégio onde estudou divulgou, nas redes sociais, vagas remanescentes da graduação na Unesp. "Eu não conhecia o curso nem a universidade. Com a nota do Enem, pesquisei, me interessei e me inscrevi", afirma. Pesou na decisão o caráter multidisciplinar da formação, que reúne conteúdos de exatas, biológicas e questões ambientais.
Diferentemente da ideia mais comum sobre engenharias, centradas em exatas, há cursos que integram outros campos do conhecimento. Essas graduações combinam matemática, física e química com biologia e ciências sociais.








