Atrair, formar e reter engenheiros virou um desafio central para as empresas que dependem de talento técnico para crescer. O recrutamento tradicional é caro, disputado e nem sempre encontra o profissional certo, e formar esse engenheiro internamente, sem uma estrutura pedagógica adequada, costuma ser lento e inconsistente. É a esse desafio que responde a Residência em Engenharia, principal programa do Instituto Minerva, que abre novas vagas de empresas mantenedoras para a próxima turma. O modelo transforma a companhia em sala de aula: o residente atua no dia a dia do negócio enquanto cursa uma formação de nível MBA reconhecida pelo MEC, ao longo de dois anos, construindo dentro de casa o profissional que a empresa precisa. Para a mantenedora, a Residência resolve os dois lados da equação. Entrega um processo seletivo robusto e uma trilha de desenvolvimento estruturada e, ao final dos dois anos, um profissional que já conhece a fundo a operação, a cultura e os projetos da companhia onde atua. Em vez de disputar no mercado um número limitado de engenheiros prontos, a empresa constrói o seu, alinhado desde o primeiro dia à sua estratégia e à sua forma de trabalhar. O recrutamento tradicional disputa um número cada vez menor de bons engenheiros e não resolve o problema na origem, que é a formação. A Residência forma o profissional no contexto real de uma empresa, combinando prática supervisionada, mentoria e currículo acadêmico, e em dois anos constrói um repertório de gestão, liderança e inovação que normalmente levaria muito mais tempo para amadurecer, afirma Lucas Pladevall Moreira, presidente do Instituto Minerva. O papel da empresa mantenedora Na Residência, a empresa mantenedora não é apenas patrocinadora: é onde a formação acontece. A seleção é conjunta, o Instituto reúne o dobro de candidatos em relação ao número de vagas em uma imersão de três semanas, com um desafio prático, e, ao final, Instituto e empresa escolhem juntos os selecionados. O residente passa por um onboarding no negócio, conhecendo estratégia, áreas e processos críticos, antes de assumir a primeira atribuição real. As 40 horas semanais na operação não configuram estágio observacional: são atribuições reais, com entregas mensuráveis e progressão de complexidade ao longo do programa. Durante toda a jornada, cada residente é acompanhado por uma tríade de mentoria, um mentor da empresa mantenedora, que o referencia nos contextos reais do negócio, um mentor do Instituto Minerva, que conecta a prática diária ao conteúdo acadêmico e acompanha sua carreira, e os facilitadores, que conduzem os módulos e mediam os debates entre prática e formação. Há alinhamentos mensais entre Instituto e mantenedora e avaliações trimestrais estruturadas, que calibram entregas, evolução técnica e o Plano de Desenvolvimento Individual de cada residente, sem afastar o profissional do dia a dia. Como funciona o programa Formação de nível MBA reconhecida pelo MEC, com duração de dois anos, a Residência soma 60 horas semanais, sendo 40 horas de aprendizado em serviço na empresa mantenedora e 20 horas dedicadas à formação estruturada. O aprendizado em serviço é, ele próprio, uma disciplina do programa: o residente aprende fazendo, e o que faz é registrado, avaliado e integrado ao currículo. O componente acadêmico se organiza em quatro trilhas, Gestão do Trabalho, Desenvolvimento Profissional, Desenvolvimento Pessoal e Transformação Cultural, com mais de 80 módulos e 24 disciplinas. Cerca de 65% do currículo se dedica a competências socioemocionais e de gestão essenciais para líderes técnicos, como comunicação, liderança, resolução de conflitos e tomada de decisão sob pressão, e o restante forma a visão corporativa do engenheiro, com noções de Direito aplicado ao ambiente de trabalho, ética corporativa, reporting, gestão de stakeholders e temas como inovação, dados, inteligência artificial e ESG. Mais do que um programa de treinamento, a Residência aproxima a universidade do mercado e forma lideranças técnicas capazes de inovar desde o início da carreira. O programa já tem turmas em andamento e forma sua primeira turma ainda este ano. Para os próximos ciclos, o Instituto Minerva amplia a participação de empresas mantenedoras e estuda estender o modelo a outras áreas de tecnologia, além da engenharia. A aposta do Instituto é que formar o engenheiro dentro da empresa onde ele vai atuar é o caminho mais consistente para companhias que querem crescer com inovação e reter talento técnico de alto potencial.