Entidades dos dois países se opõem a iniciativas ligadas à comunidade LGBTQIA+, enquanto Seattle mantém programação paralela durante a Pride 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedor levanda bandeira do Irã com o emblema do 'Leão e do Sol' — Foto: Etienne Laurent / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 05:46 "Confronto Irã x Egito na Copa gera tensão com a Fifa em Seattle" O confronto entre Irã e Egito na Copa do Mundo, apelidado de "Jogo do Orgulho", gerou tensões com a Fifa devido à oposição das federações dos dois países a iniciativas LGBTQIA+ em Seattle. A Fifa, apesar de suavizar o simbolismo do evento, mantém a permissão de símbolos de diversidade nos estádios, enquanto atividades paralelas da Pride seguem na cidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Muito antes de a bola rolar, o confronto entre Irã e Egito pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo já se tornou um dos mais polêmicos do torneio. Marcada para este sábado, em Seattle, a partida voltou ao centro das discussões após a resistência das federações dos dois países às ações ligadas à comunidade LGBTQIA+, previstas para ocorrer na cidade durante o fim de semana. Quando definiu o calendário da competição, a Fifa chegou a identificar o duelo como o chamado “Jogo do Orgulho” (“Pride Match”), em referência ao fato de Seattle ser uma das cidades americanas historicamente ligadas à defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e sediar, na mesma data, a tradicional Parada do Orgulho. A escolha gerou controvérsia desde o anúncio. Tanto a Federação Iraniana quanto a Federação Egípcia manifestaram oposição à realização de qualquer ação relacionada ao movimento LGBTQIA+ associada ao jogo. Nos últimos dias, a polêmica voltou a ganhar força após declarações de representantes da Federação Iraniana ao site The Athletic. Segundo um porta-voz da entidade, a posição oficial do país foi comunicada diretamente à Fifa. — Nossa posição é que nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento esteja presente dentro do estádio ou no ambiente da partida — afirmou. Segundo o dirigente, a visão também é compartilhada pela Federação Egípcia. — As posições expressadas pelas duas federações refletem os valores e as crenças compartilhados pelos povos dos dois países. Irã e Egito são duas nações muçulmanas com profundas semelhanças culturais e religiosas. Diante da repercussão, a Fifa buscou reduzir o peso simbólico atribuído ao confronto. Em janeiro, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que não existiria oficialmente um “Jogo do Orgulho”. — Será simplesmente uma partida de Copa do Mundo. No mesmo dia haverá eventos organizados por entidades externas na cidade — declarou o dirigente à revista suíça Weltwoche. Apesar disso, a entidade manteve uma posição firme sobre o que poderá acontecer dentro dos estádios. Em resposta ao The Athletic, a Fifa confirmou que bandeiras do arco-íris e outros símbolos ligados à orientação sexual e identidade de gênero continuam permitidos pelo Código de Conduta dos Estádios da Copa do Mundo. Enquanto isso, a programação paralela organizada pelos comitês locais de Seattle será mantida. As atividades da Pride ocorrerão nas áreas externas ao Lumen Field, incluindo eventos culturais e celebrações voltadas ao público LGBTQIA+. Segundo o The Athletic, as federações de Irã e Egito chegaram a solicitar a retirada da identidade visual relacionada à Pride nos arredores da partida. O pedido, porém, foi rejeitado pela Fifa, que decidiu preservar a programação organizada pelo comitê anfitrião.