Os países são conservadores e punem homossexuais por sua orientação sexual; suas seleções se enfrentarão nas vésperas do Dia do Orgulho, quando já eventos ligados a temática por diversas regiões dos Estados Unidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedora iraniana carrega a bandeira LGBT + ao lado de um torcedor com a bandeira do Irã — Foto: Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 22:24 Parada LGBT+ de Seattle reforça segurança durante Copa do Mundo A Parada LGBT+ de Seattle reforçou a segurança devido à partida entre Irã e Egito na Copa, países que punem homossexuais. Coincidindo com o Dia do Orgulho, o evento visa oferecer um espaço seguro e acolhedor, segundo Patti Hearn da Seattle Pride. A partida, chamada de "Partida do Orgulho", destaca a resistência contra tentativas de banir bandeiras arco-íris, símbolo de inclusão e amor. Seattle, com 17% da população LGBT+, é um centro de manifestações políticas e celebrações inclusivas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Organizadores da Parada LGBT+ em Seattle, nos Estados Unidos, decidiram reforçar a segurança do evento em meio a controvérsia envolvendo a partida da Copa do Mundo entre Irã e Egito (à meia-noite, no horário de Brasília). O evento dedicado à diversidade, programado para domingo, coincide com a disputa esportiva entre os dois países de costumes conservadores, onde homossexuais são punidos por sua orientação sexual Em comunicado enviado ao GLOBO, Patti Hearn, diretora-executiva da Seattle Pride (entidade responsável pela passeata), anunciou a alteração. O texto afirma que o objetivo é garantir “um espaço onde todos se sintam vistos, respeitados e seguro”: “A Seattle Pride dá as boas-vindas a todos os visitantes, venham eles para a Copa do Mundo ou não, e tomamos as medidas adequadas ao aumentar a presença de nossa segurança privada durante o desfile para garantir uma experiência segura e agradável para todos”, diz a mensagem assinada por por Hearn. Nos EUA, incluindo Seattle, o Dia do Orgulho é comemorado em 28 de junho, com repercussões durante todo o mês, sobretudo o último fim de semana. Por acontecer justamente neste momento do calendário, o jogo entre iranianos e egípcios está sendo tratada localmente como “Partida do Orgulho” (“Pride Match”, em inglês). Organizadores locais, associados a um comitê da FIFA em Seattle, tem adotado a nomenclatura desde antes do sorteio das duas seleções, no fim do ano passado. Ne mesmo a resistência de ambas as federações fez com que a associação fosse abandonada por esses organizadores – eles seguem adotando o nome “Partida do Orgulho” em comunicações oficiais. A FIFA, na contramão, não utiliza a expressão. Em defesa das bandeiras Em nome da Parada LGBT+ de Seattle, Hearn também saiu em defesa da bandeira do arco-íris, que a federação iraniana tentou banir das arquibancadas do estádio em diálogos com a FIFA. A entidade não baniu as bandeiras e divulgou uma nota em que reforça a autorização para que elas sejam levadas ao estádio. O texto emitido pela representante do evento de diversidade afirmou que os acessórios são símbolo de “inclusão, comunidade e amor”. As bandeiras significam, nas palavras de Hearn, pessoas LGBT+ que são torcedores, atletas, famílias e vizinhos. “Acreditamos que todos merecem a liberdade de expressar quem são e se sentirem bem-vindos. Seattle tem orgulho de ser uma cidade onde pessoas de todo o mundo podem se reunir, e os esportes têm uma capacidade única de criar momentos de conexão, pertencimento e celebração compartilhada”, afirmou a organizadora da Parada LGBT+. De acordo com dados oficiais, Seattle está situada numa região metropolitana cuja comunidade LGBT+ soma 516 mil pessoas, equivalentes a 17% da população local. Por lá, não só a Parada e a “Partida do Orgulho” são eventos tradicionais, como manifestações políticas se proliferam em paralelo. Na quarta, quando a seleção do Irã chegou à cidade, um grupo de feministas estava protestando a favor do aborto. Agora à noite, antes da partida, uma marcha com pessoas transexuais saiu às ruas para pedir por saúde gratuita e taxação dos ricos.