Menores usam contas no nome de pessoas mais velhas ou criam contas falsas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto, diz estudo — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 03:01 Proibição de redes sociais na Austrália falha em proteger jovens Um estudo publicado no British Medical Journal revela que a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos na Austrália teve pouco impacto. Adolescentes contornaram as restrições usando contas em nome de adultos ou contas falsas. A pesquisa, que analisou mais de 400 jovens, sugere que a implementação e o cumprimento da lei foram limitados, enquanto outros países consideram legislações semelhantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos na Austrália teve pouco impacto nos hábitos dos adolescentes, indica uma pesquisa divulgada nesta quinta. A Austrália proibiu em dezembro o uso por adolescentes de plataformas como Facebook, Instagram e TikTok, com o objetivo de protegê-los de bullying e "algoritmos predatórios". Mas há poucas evidências de que os menores tenham deixado de usar as redes sociais, ressaltam pesquisadores em um estudo publicado no British Medical Journal. Os menores contornaram as restrições usando contas no nome de pessoas mais velhas ou criando contas falsas. "Não encontramos evidências suficientes para concluir que a exposição à lei teve efeitos substanciais no uso de redes sociais entre adolescentes menores de 16 anos", escreveram os pesquisadores. Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem Existe um grande interesse em saber se as leis australianas poderão servir de modelo para conter o poder crescente das gigantes da tecnologia por trás das redes sociais. Cada vez mais países aprovam leis semelhantes ou estudam fazê-lo, entre eles Reino Unido, Indonésia, Emirados Árabes e Nova Zelândia. Os pesquisadores avaliaram mais de 400 jovens usuários de redes sociais imediatamente antes da entrada em vigor das restrições, e três meses depois. Eles detectaram poucas mudanças entre os usuários de 12 a 13 anos, uma leve redução no grupo de 14 a 15 anos e um aumento do uso entre os maiores de 16 anos. "Os resultados sugerem que o período imediatamente posterior à adoção da lei foi caracterizado por uma implementação limitada, um cumprimento incompleto e uma violação importante das restrições nas redes sociais", concluiu o estudo.
Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto, diz estudo
Menores usam contas no nome de pessoas mais velhas ou criam contas falsas














