Texto final veta criação de contas pelos jovens franceses a partir de setembro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 França pode proibir redes sociais para menores de 15 anos — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 14:21 França Aprova Lei para Proibir Menores de 15 Anos nas Redes Sociais A França está prestes a aprovar uma lei que proíbe o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, posicionando-se como pioneira na União Europeia. O projeto, que avança na Assembleia Nacional e no Senado, visa implementar a medida a partir de 1º de setembro, com restrições totais até 2027. A iniciativa reflete uma crescente preocupação global com os efeitos das redes sociais sobre os jovens, seguindo exemplos da Austrália e do Reino Unido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os parlamentares franceses aprovaram, nesta terça-feira (21), um projeto de lei que proíbe o acesso às redes sociais por menores de 15 anos, colocando a França na vanguarda dessa iniciativa na União Europeia. Salvo surpresas, o texto foi aprovado pela Assembleia Nacional e pelo Senado depois que os parlamentares chegaram a um acordo, na segunda-feira, sobre o mecanismo que será usado para aplicar a proibição. Isso abrirá caminho para que a França se some ao número crescente de países que adotam medidas para restringir o acesso às redes sociais, em meio ao aumento dos alertas sobre seus efeitos nocivos para menores de idade. As plataformas mais afetadas devem ser Instagram, WhatsApp, Facebook, Snapchat, X, YouTube e TikTok. "A França será o primeiro país da Europa a instituir uma maioridade digital para proteger melhor nossas crianças no ambiente online", comemorou na segunda-feira a ministra delegada para o Setor Digital, Anne Le Hénanff, na rede social X, mais cedo. Macron justificou a proibição citando a "solidão", o "bullying" e os impactos das redes sociais sobre o desenvolvimento cognitivo dos adolescentes. O presidente francês já havia criticado as "plataformas americanas e os algoritmos chineses" por explorarem as emoções dos jovens. "O cérebro das nossas crianças não está à venda", afirmou em um vídeo divulgado em janeiro. Macron, quer transformar a proteção dos menores nas redes sociais e a regulamentação do tempo diante das telas em uma das marcas de seu segundo mandato, que termina em maio de 2027. No mês passado, os líderes de Alemanha, Grécia, Portugal, Dinamarca, Polônia, Áustria, Irlanda, Holanda, Reino Unido e Canadá manifestaram interesse em adotar medidas semelhantes. A proibição será implementada em duas etapas: a partir de 1º de setembro, quando os alunos retornarem às aulas após as férias, menores de 15 anos não poderão criar novas contas. Segundo o texto, a restrição passará a valer, em janeiro de 2027, também para as contas já existentes. Antes da votação, Le Hénanff afirmou que o cronograma é realista, "porque já existem ferramentas de verificação de idade" e outras estão em desenvolvimento, acrescentando que a responsabilidade de cumprir a norma caberá às plataformas. O texto também prevê a proibição do uso de celulares nos liceus, como já ocorre nas escolas de ensino fundamental e nos primeiros anos do ensino médio. Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que estuda estabelecer um acesso "progressivo e gradual" de crianças e adolescentes às plataformas digitais. Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem (AFP e Bloomberg News)
Redes sociais para menores de 15 são proibidas na França; entenda
Texto final veta criação de contas pelos jovens franceses a partir de setembro










