Com alguma fanfarra, a França interditou o uso das redes sociais para crianças e adolescentes abaixo dos 15 anos. A decisão foi votada por parlamentares nesta semana e comemorada por Emmanuel Macron, 48, um presidente jovem e sem filhos, que há anos se bate contra o bullying e a pedofilia online. Por este motivo, ele cantou vitória. Há quem diga que o tema será central no mandato que lhe resta.
Já são 37 países dispostos a vetar o acesso do público infanto-juvenil a plataformas como TikTok, Facebook, Instagram, Snapchat e YouTube. Tornou-se um desafio global, lembrando que o primeiro país a adotar uma legislação restritiva foi a Austrália, em 2025. Por lá, a Lei da Idade Mínima para Redes Sociais obriga plataformas a buscar meios de impedir que menores criem contas. O Reino Unido deve seguir o modelo australiano. No caso da França, a nova lei será cotejada com as regras da União Europeia.
Impossível negar a preocupação com crianças e jovens abduzidos em seus celulares, rolando telas sem cessar, deixando de lado os estímulos externos mais elementares e não raro adoecendo ou até morrendo por causa disso. Mas também é impossível não questionar como eles podem ser controlados nessa navegação, quando todo o entorno adulto surfa sem barreiras. E desde quando redomas funcionam para quem tem o ímpeto de descobrir o mundo?












