Governo aumentará valor máximo das penalidades e afirma que plataformas ainda não fazem o suficiente para cumprir a lei 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto, diz estudo — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 10:27 Austrália duplica multas para redes sociais que não protegem menores de 16 anos O governo australiano vai dobrar as multas para plataformas que permitirem menores de 16 anos em redes sociais, elevando a penalidade máxima para 99 milhões de dólares australianos. Apesar das tentativas de bloqueio, muitos jovens ainda burlam a proibição, usando celulares dos pais ou idades falsas. O eSafety, regulador de segurança online, terá mais poderes para fiscalizar. Estudos indicam evasão significativa das regras, destacando a necessidade de medidas mais eficazes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo da Austrália anunciou neste sábado que dobrará as multas aplicadas às plataformas que descumprirem a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, com o objetivo de conter a ampla evasão das restrições. Uma nova legislação elevará a multa máxima para 99 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 68 milhões) em casos de violações sistemáticas da norma e concederá ao órgão regulador de segurança online, o eSafety, mais poderes para punir as plataformas. Segundo comunicado do governo, o regulador independente está "investigando ativamente" possíveis descumprimentos por parte do Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube. — Está claro que as grandes empresas de tecnologia não estão fazendo o suficiente para cumprir a lei. Ainda há crianças demais nas redes sociais — afirmou o primeiro-ministro Anthony Albanese. Ele acrescentou: — Essas mudanças refletem a seriedade com que tratamos qualquer descumprimento por parte das empresas de redes sociais. Estudo aponta evasão das restrições O sucesso da restrição australiana tem despertado grande interesse em um número crescente de países que já adotaram ou estudam implementar proibições semelhantes, entre eles Reino Unido, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia. Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem Uma das primeiras avaliações sobre a medida, publicada neste mês na revista British Medical Journal, concluiu que há "evidências insuficientes" de que ela tenha produzido impacto significativo no uso de redes sociais por jovens. Os pesquisadores entrevistaram mais de 400 adolescentes imediatamente antes da entrada em vigor das restrições e novamente três meses depois. O estudo constatou uma "evasão substancial" das regras. Foram observadas poucas mudanças entre usuários de 12 e 13 anos, uma leve redução no grupo de 14 e 15 anos e um aumento do uso entre adolescentes de 16 anos ou mais. O governo australiano sustenta que ficou evidente a necessidade de ampliar os poderes do regulador, apesar de mais de cinco milhões de contas pertencentes a menores de 16 anos terem sido bloqueadas desde que a proibição entrou em vigor, em 10 de dezembro.
Austrália anuncia que vai dobrar multas para redes sociais que permitirem acesso a menores de 16 anos
Governo aumentará valor máximo das penalidades e afirma que plataformas ainda não fazem o suficiente para cumprir a lei












