Big techs terão que prestar contas ao Parlamento nesta sexta-feira. Segundo o governo, 80% das crianças e adolescentes ainda tinham conta em redes sociais após três meses de vigência da proibição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos entrou em vigor na Austrália em dezembro de 2026 — Foto: David Gray / AFP Diante de uma possível intervenção parlamentar, a Meta afirma ter removido o acesso a mais de 750.000 contas australianas do Instagram e do Facebook suspeitas de pertencerem a menores de 16 anos. Em dezembro do ano passado, entrou em vigor a lei que proíbe o acesso a redes sociais por crianças e adolescentes. De acordo com a Reuters, os representantes da Meta, TikTok, Google, dona do YouTube, e Snapchat devem participar de audiência no Parlamento nesta sexta-feira para prestar contas sobre a mudança. Autoridades regulatórias e governamentais também estarão presentes. A Meta se antecipou à audiência e divulgou o seu balanço. Das 750 mil contas fechadas, 462.000 são do Instagram e 294.000 do Facebook. Antes da lei entrar em vigor, a empresa afirma que já havia desativado cerca de 500 mil perfis. "A fiscalização está em andamento e esses números continuarão a crescer", disse a Meta em comunicado. "Compartilhamos o objetivo do governo australiano de garantir que os jovens tenham experiências on-line seguras e adequadas à sua idade, e estamos cumprindo nossas obrigações legais", acrescentou a empresa. Embora mais de duas dezenas de países tenham implementado suas próprias proibições ou estejam considerando restrições semelhantes à aprovada na Austrália, muitas crianças do país encontraram maneiras de contornar a lei. Relatório divulgado no mês passado pelo órgão regulador de segurança on-line da Austrália, conhecido como eSafety, diz que a proibição levou a uma redução marginal no número de usuários menores de idade nos primeiros três meses de sua implementação. O relatório constatou que a proporção de menores de 16 anos que relataram usar alguma plataforma de mídia social em março era de 81,5%, contra 85,9% antes da entrada em vigor da lei. "O principal motivo pelo qual crianças continuaram a ter contas de redes sociais com restrição de idade após três meses parece ser a implementação ineficaz de medidas de verificação de idade", disse a eSafety em nota. A Meta frisou que os dados da pesquisa foram coletados no final de março e que continua a remover contas e a implementar medidas adicionais para identificar menores de 16 anos. Cerca de 38% das crianças e adolescentes de 10 a 15 anos que tinham contas no Instagram disseram que o motivo de ainda estarem na plataforma era o fato de ainda não terem sido solicitadas a verificar suas idades, segundo o relatório. Para o Facebook, o número foi de aproximadamente 28%. Crianças que usam outras plataformas relataram números semelhantes.
Meta afirma ter fechado 750 mil contas de menores de 16 anos na Austrália
Big techs terão que prestar contas ao Parlamento nesta sexta-feira. Segundo o governo, 80% das crianças e adolescentes ainda tinham conta em redes sociais após três meses de vigência da proibição









