Mudanças nas regras de voo no Campo de Marte definidas pela Aeronáutica poderão alterar os planos de crescimento da cidade de São Paulo previstos pelo Plano Diretor do município, segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e projeções do Secovi-SP e da Abrainc, representantes do setor imobiliário.
O efeito burocrático dessas alterações é que arranha-céus a até 20 quilômetros do aeródromo na zona norte da capital, inclusive em outros municípios da metrópole, precisarão de autorização para serem erguidos.
Na prática, prefeitura e mercado temem que investidores e empreendedores do ramo passem a considerar pouco seguras, do ponto de vista jurídico, as regras municipais que estimulam a construção de grandes edifícios nas áreas centrais mais abastecidas de transporte público de massa.
"Isso inverteria toda a lógica do Plano Diretor, empurrando o mercado para os extremos leste e sul da cidade", diz Elisabete França, secretária de Urbanismo e Licenciamento da prefeitura.
O Ministério dos Portos e Aeroportos, órgão do governo do presidente Lula (PT) que responde pela concessão federal que impôs a alteração, e a PAX Aeroportos, concessionária do serviço, negam que haverá proibição automática a novas edificações.










