O novo modelo de operação do aeroporto do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, pode resultar em regras aeronáuticas mais rigorosas para a aprovação de prédios altos em uma área da cidade onde foram lançadas 331 mil unidades do MCMV (Minha Casa, Minha Vida) de janeiro de 2016 a maio de 2026.
O número representa 86% de todo o estoque do programa de habitação popular do governo federal no município no período, segundo levantamento do Secovi-SP e da Abrainc, entidades que representam o setor imobiliário.
O relatório ao qual a Folha teve acesso busca convencer o governo do presidente Lula (PT) a encontrar alternativas para contornar potenciais impactos a futuras contratações do programa em São Paulo. A cidade responde por 15% das contratações do MCMV no país, com uma alta de 860% em dez anos.
No centro da discussão está a implementação do sistema de voo por instrumentos, conhecido pela sigla em inglês IFR. Essa é uma exigência prevista no contrato de concessão federal do aeródromo, que passou à iniciativa privada em 2022. A tecnologia permite pousos e decolagens em dias de neblina e chuva, conferindo previsibilidade à operação e, por isso, torna o Campo de Marte mais atrativo para a aviação executiva.









