Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça, e Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp, são opções do PSB para disputa em Minas Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Seaud/PR De volta a Brasília após cumprir agendas em outros Estados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz, nesta quarta-feira (24), uma espécie de esforço concentrado para destravar os principais palanques eleitorais, que ainda estão indefinidos: São Paulo e Minas Gerais. O chefe do Executivo se reúne com dirigentes do PT e PSB para avançar nas negociações e definir os apoios nos Estados. Nesta manhã, Lula se encontrou com o presidente do PT, Edinho Silva, a secretária Nacional de Finanças do partido, Gleide Andrade, e os deputados mineiros Reginaldo Lopes (PT) e Ana Pimentel (PT) para tratar sobre o cenário eleitoral de Minas Gerais. Segundo maior colégio eleitoral do país, o Estado é considerado peça-chave para o projeto de reeleição do presidente. Após a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para disputar o governo mineiro, o PT passou a discutir opções para o Estado: lançar um nome próprio ao Estado, apoiar uma eventual indicação do PSB ou construir aliança com um outro partido. O diretório estadual do PT realizou uma consulta interna junto aos filiados. O levantamento foi submetido ao diretório nacional e levado hoje a Lula. Embora o PSB fosse o partido de Pacheco, integrantes do PT rejeitam a ideia de que a aliança esteja automaticamente consolidada. Dentre os nomes cotados pela legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin para disputar o governo estão o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Josué Gomes da Silva. No entanto, no partido de Lula, ambos os nomes não são vistos como viáveis no atual cenário político mineiro. Paralelamente, setores do PT passaram a defender uma composição com o MDB em torno da candidatura de Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte. A ideia defendida por ela é fazer uma “frente de centro” na disputa estadual. Já o caso de São Paulo também está indefinido. Para isso, nesta tarde, Lula deve se reunir com o presidente do PSB, João Campos, e os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França, para tomar uma decisão sobre os palanques. O PT anunciou a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, mas ainda há impasses com o PSB em torno da vice e das duas vagas ao Senado. Isso porque Lula pretende acomodar outras três figuras importantes na disputa: França, Tebet e a ex-ministra Marina Silva (Rede). O principal entrave tem sido onde acomodar França. Ele tem demonstrado interesse em concorrer ao Senado, mas pesquisas eleitorais apontam Tebet e Marina como as primeiras colocadas para a disputa, o que, segundo interlocutores, influencia na tomada de decisão. Nos bastidores, também há um incômodo em reservar as duas vagas à Casa Legislativa ao PSB. Para além do esforço em destravar os principais palanques nacionais, Lula também deve se reunir, mais tarde, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para tomar uma decisão sobre sua saída da liderança. Será o primeiro encontro presencial de Lula e Wagner, quase uma semana após a mais recente fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes envolvendo o Banco Master, e que atingiu o senador baiano, expondo ligações dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.