O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta quinta-feira (28) com o presidente nacional do PSB e ex-prefeito de Recife João Campos para discutirem as pendências em palanques estratégicos que unem as duas siglas, como São Paulo e Minas Gerais. O vice-presidente e membro da Executiva do PSB, Geraldo Alckmin, deve participar da reunião, ainda sem hora confirmada. O principal impasse está no palanque de Minas Gerais, onde o senador Rodrigo Pacheco, recém filiado ao PSB, caminha para desistir da candidatura ao governo. Na segunda-feira (25), Alckmin se reuniu com Pacheco para ouvir do aliado sua disposição em se lançar na corrida eleitoral e dar palanque a Lula no Estado. Segundo fontes a par das discussões, Pacheco teria repetido ao vice-presidente o que falou ao presidente do PT, Edinho Silva, há duas semanas: que está mais propenso a não se candidatar. Apesar dessa sinalização, aliados do PSB e alas do PT mantêm a pressão para que Pacheco se candidate, e insistem que ele tenha uma conversa definitiva com Lula antes de levar a público sua decisão. Lula, entretanto, vai discutir o problema com João Campos e Alckmin, sem a participação de Rodrigo Pacheco no encontro. Pacheco aparece bem posicionado nas pesquisas, em segundo ou terceiro lugar, a depender do cenário. Se ele realmente desistir do projeto, Lula e o PT ficam sem alternativa competitiva em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral. Recém filiado ao PSB e preferido do PT, o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tem afirmado nos bastidores que não quer se lançar na política. Outra alternativa no PSB é o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior, que não demonstrou fôlego eleitoral. Por fim, o PT tem dificuldade de fazer aliança com o ex-prefeito Alexandre Kalil, do PDT, e vice-versa. Em paralelo, outro impasse está na formação da chapa em São Paulo, onde o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) disputa uma das duas vagas ao Senado na coalizão encabeçada por Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo. O PT tem três aliados em queda de braço pelas duas vagas. As outras pré-candidatas são as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Lideranças do PT têm defendido nos bastidores que aquele que tiver o pior desempenho nas pesquisas, aceite ocupar a vaga de vice na chapa de Haddad.
Lula e João Campos devem discutir palanques em MG e SP
Estados são considerados estratégicos para campanha presidencial














