PUBLICIDADE Estados são os únicos com indefinições sobre tática eleitoral voltada para a reeleição do petista; líder partidário pondera que campanha está 'extremamente organizada' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriel Azevedo (MDB); Edinho Silva (PT); e Luis Cesar Bueno (PT) — Foto: Cláudio Rabelo/CMBH; Brenno Carvalho/Agência O Globo; Divulgação/Alego RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 10:55 Definição dos palanques de Lula em Minas e Goiás deve sair em breve, diz PT A definição dos palanques de Lula em Minas Gerais e Goiás, estados ainda indefinidos para sua reeleição, deve ocorrer em breve, segundo Edinho Silva, presidente do PT. Em Minas, a desistência de Rodrigo Pacheco (PSB) complicou o cenário, mas há negociações em curso com MDB e PSB. Em Goiás, a falta de um projeto robusto gera críticas internas, mas a pré-candidatura de Luis Cesar Bueno avança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Tratados como os únicos estados ainda sem palanques definidos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Minas Gerais e Goiás devem ter as situações "resolvidas" entre a próxima semana e o início de julho, segundo o presidente nacional do PT, Edinho SiIva. Apesar das indefinições, o líder partidário defende que a campanha presidencial está "extremamente organizada e estruturada no Brasil inteiro". Conforme mostrou reportagem do GLOBO, a esquerda goiana ainda não possui uma chapa majoritária encaminhada em meio à desconfiança de petistas em relação ao nome escolhido pelo núcleo local. — Falta resolver (os palanques de) Minas e Goiás. Em Minas, o fato relevante foi a desistência do Rodrigo Pacheco (PSB). Mas as conversas estão avançadas, e eu penso que, em uma semana, definiremos a tática em Minas. E em Goiás, resolvemos até a primeira semana de julho — disse Edinho, em entrevista ao Valor Econômico divulgada nesta segunda-feira. Segundo Edinho, o terceiro mandato de Lula foi marcado pela "forma republicana" como ele lidou com governadores e prefeitos, o que gerou facilidade para a composição de acordos com siglas aliadas. A estratégia em Minas, no entanto, foi frustrada pela desistência de Pacheco, que, mesmo sendo o nome preferido por Lula, decidiu encerrar sua participação na vida política após o término do mandato como senador. Por conta disso, o PT passou a trabalhar a possibilidade de lançar uma candidatura própria, como defendeu uma resolução aprovada pelo partido. Mesmo assim, como a "prioridade é a reeleição de Lula", Edinho deixou em aberto firmar alianças com outras legendas: — O PT aprovou uma resolução defendendo a candidatura própria, o que é correto, porque você não pode entrar no processo de negociação sem uma posição. Mas é evidente que os dirigentes do PT de Minas sabem que a prioridade é a reeleição do presidente Lula — disse. — Nós temos conversado com o Gabriel Azevedo, que é uma liderança do MDB. Temos alianças com o MDB em estados importantes, como Alagoas e Pará. Mas também estamos dialogando com o PSB — completou. Já Azevedo, do MDB, é ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, e já chegou a se reunir com Edinho em encontro que contou com a presença do presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi (SP). O PT também já considerou uma composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem resistido à possibilidade. Indefinição em Goiás A demora para a definição do palanque lulista em Goiás é criticada por membros do partido e de siglas aliadas, que apontam a ausência de construção coletiva, possíveis prejuízos para o projeto de reeleição de Lula e, ainda, ressaltam a dificuldade de recuperar o tempo perdido frente a outras pré-candidaturas já consolidadas. No campo adversário, o governador Daniel Vilela (MDB) assumiu o comando do estado no fim de março e herdou a popularidade e alta aprovação da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para concorrer à Presidência. Ao contrário da esquerda, a base governista enfrenta uma profusão de pré-candidaturas ao Senado com o endosso do ex-governador. A indefinição no PT ocorre porque a presidente do diretório local, a deputada Adriana Accorsi, descartou concorrer ao Palácio das Esmeraldas para priorizar um novo mandato na Câmara. Indicada como o principal nome do partido, ela é criticada por petistas do estado, que questionam sua condução nas articulações que culminaram na falta de um projeto robusto. Dentre os aliados, a aposta era Aava Santiago (PSB), vereadora de Goiânia. Com grande alcance nas redes e influente entre mulheres evangélicas, ela chegou a ser recebida por Lula no Palácio do Planalto, mas prioriza trabalhar para eleger deputados estaduais e federais. Bueno foi apresentado na última semana para os partidos coligados e deve realizar novas reuniões ao longo dos próximos dias em busca de oficializar a composição, além de afirmar que sua indicação já foi reconhecida pela Executiva Nacional. O ex-deputado, contudo, é visto com desconfiança por correligionários, que relatam receio de ter um "palanque inexpressivo". Bueno já presidiu o diretório local por três vezes e integrou a direção nacional em ao menos quatro gestões distintas.