A Fictor protocolou nesta terça-feira (23) um plano de recuperação judicial que prevê duas alternativas para pagamento dos credores.
A primeira depende da obtenção de um financiamento de até R$ 150 milhões na modalidade DIP ("debtor-in-possession"), espécie de empréstimo concedido a empresas em recuperação. A segunda prevê a criação de um fundo que distribuiria cotas aos credores em vez de pagamentos em dinheiro.
Foram listadas no plano 40 empresas do grupo organizadas em quatro eixos: holding e financeiro, alimentos, agro e energia/infraestrutura.
Na opção A, a Fictor terá até 18 meses para contratar o financiamento DIP. Caso consiga captar os recursos, os pagamentos serão feitos em duas etapas. Microempresas e empresas de pequeno porte teriam prioridade, com limite de R$ 8.000 por credor.
Depois, receberiam os quirografários (sem privilégio legal de recebimento) com créditos de até R$ 100 mil, em tabela regressiva que vai de 100% para créditos até R$ 5.000 a um teto fixo de R$ 23,7 mil para créditos entre R$ 55 mil e R$ 100 mil. Créditos acima dos R$ 100 mil não entram nessa faixa.








