Singed Lab Desastres passa a operar a partir de julho, em parceria com o Cemaden 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 atingiram diversos de municípios — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 19:39 IBGE e Cemaden lançam plataforma para gestão de desastres climáticos O IBGE lançou o Singed Lab Desastres, uma plataforma que auxiliará gestores na prevenção de desastres climáticos, em parceria com o Cemaden. A partir de julho, a ferramenta fornecerá dados e suporte técnico para antecipar cenários de risco, com foco no El Niño. O projeto visa capacitar municípios a responderem eficientemente a emergências, promovendo comissões locais de prevenção e uso de inteligência territorial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta terça-feira (23), o Singed Lab Desastres, uma plataforma criada para apoiar gestores públicos e privados no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação firmado entre o instituto e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Um dos pontos de atenção é quanto ao desenvolvimento do El Niño e o acompanhamento de seus possíveis efeitos. A ferramenta virtual começará a operar em 1º de julho. Na mesma data, serão divulgados os resultados de uma pesquisa sobre as enchentes que atingiram fortemente o Rio Grande do Sul em 2024. Entre as prioridades do laboratório está o acompanhamento da Estratégia Nacional de Atenção ao El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas da região equatorial do Oceano Pacífico. A plataforma também terá a função de reunir e organizar informações sobre eventos extremos, com o objetivo de auxiliar municípios a fortalecer medidas preventivas e reduzir riscos. O Super El Niño, que, segundo a agência climatológica americana NOAA, “oficialmente” começou, ainda não provocou seus efeitos pelo Hemisfério Sul. Ao norte, o fenômeno já apresenta impactos, como na Europa, o que tem provocado emissão de novos alertas e anúncio de medidas de emergência em meio à onda de calor extremo que varre o continente e faz termômetros quebrarem os recordes de máximas históricas do Reino Unido à França. Nessa parte do mundo, autoridades investigam mortes ligadas ao contexto de altas temperaturas, enquanto cientistas apontam uma relação direta do fenômeno com as mudanças climáticas, incluindo um efeito catalisador do El Niño em formação sobre o "domo de calor" que se formou no continente europeu. Durante situações de emergência, o novo sistema do IBGE fornecerá aos gestores dados produzidos pela própria plataforma e suporte técnico individualizado, quando necessário. A proposta é permitir o monitoramento antecipado de diferentes cenários que possam resultar em desastres naturais. — Essa instituição, que segue exercendo seu trabalho, especialmente num momento em que a mudança climática exige um repensar sobre as formas com que nos atuamos para que as informações cheguem mais rápido e sejam decisivas nas ações que os governos realizam — disse o presidente do IBGE, Marcio Pochmann. Segundo o IBGE, o projeto foi desenvolvido a partir da experiência da força-tarefa criada durante as enchentes no Rio Grande do Sul, catástrofe que evidenciou a necessidade de disponibilizar informações rápidas e integradas para apoiar a tomada de decisões em momentos críticos. Um dos fatores a serem considerados, por exemplo, são as respostas possíveis pelas regiões próximas às áreas afetadas em situações de emergência. O coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, José Daniel Castro da Silva, destacou os efeitos indiretos provocados pelos desastres em cidades gaúchas que não estavam no centro da tragédia. — A gente chegou a ter mais de 1,5 mil pessoas sendo atendidas, entre gestores públicos e privados. Mais de 200 municípios atendidos, além dos que de fato que tinham sido alagados, mais outros que sofreram os impactos, porque o oxigênio daquele hospital dependia de uma estrada naquele município em que foi perdida uma ponte. O desastre ocorre num município, mas tem impacto em outros municípios — disse o coordenador-geral. A meta do projeto é que cada município brasileiro conte com uma Comissão de Prevenção de Desastres formada por profissionais capacitados para utilizar dados e informações estratégicas. Os gestores receberão treinamento para identificar indicadores fundamentais sobre suas cidades e atuar de forma mais eficiente diante de situações de risco. — O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contabilizar perdas, mas para evitar que elas aconteçam — destacou Marcio Pochmann. Com informações da Agência Brasil.
IBGE lança plataforma para ajudar gestores na prevenção de desastres causados por mudanças climáticas
Singed Lab Desastres passa a operar a partir de julho, em parceria com o Cemaden







