PUBLICIDADE Segundo o estudo, o Nordeste é a região com mais ocorrências (1.765), seguido pelo Sudeste (1405), Sul (1152), Norte (433) e Centro-Oeste (342) ao longo de três décadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estragos provocados pelas chuvas no Rio Grande do Sul em 2024 — Foto: Nelson ALMEIDA / AFP/13/05/2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 17:39 "Desastres Hídricos Atingem 91,5% dos Municípios no Brasil" Um estudo revela que 91,5% dos municípios brasileiros já enfrentaram desastres hídricos, como inundações e secas, ao longo de três décadas, afetando 129 milhões de pessoas e causando US$ 123 bilhões em prejuízos. O Nordeste lidera em ocorrências, enquanto o fenômeno El Niño intensifica chuvas no Sul, alertando para riscos climáticos iminentes, conforme o Inmet. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um levantamento feito por pesquisadores brasileiros mostra que nove em cada dez municípios do país já sofreram com desastres hídricos, como inundações, secas, deslizamentos e tempestades. O estudo analisou 59.658 ocorrências, ocorridas entre 1991 e 2024, e que afetaram 129 milhões de pessoas, causando prejuízos estimados em US$ 123 bilhões. Nessa semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou que o país deve ter as primeiras chuvas do ano influenciadas pelo El Niño, fenômeno climático que amplia as chances de eventos extremos no país. O estudo foi feito por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e da Universidade Federal de São Carlos e da USP. O aumento na quantidade de ocorrências entre 1991 e 2024 é atribuído pelos pesquisadores ao aprimoramento de sistemas de registro para casos de inundações, secas, deslizamentos e tempestades. O levantamento descobriu que, dos 5.570 municípios brasileiros, 5.097 já registraram ao menos um dos quatro tipos de desastres relacionados à água. O número representa 91,5% do total de municípios no país. Segundo o estudo, o Nordeste é a região com mais ocorrências (1.765), seguido pelo Sudeste (1405), Sul (1152), Norte (433) e Centro-Oeste (342). Ao se considerar apenas inundações, 4.332 cidades brasileiras já registraram ao menos uma ocorrência no período de tempo analisado pelo estudo. Nessa categoria, o Sudeste é a região com mais ocorrências. A cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, aparece como o município mais afetado do país em termos de mortes, com 432 óbitos. As demais cidades são Teresópolis (375), Petrópolis (81), São Paulo (39) e Angra dos Reis (37). Quando o recorte é feito por perdas econômicas, há uma presença maior de outras regiões. A cidade com maior prejuízo em decorrência dos desastres é Rio do Sul (SC), com perdas estimadas em US$ 2,25 bilhões. Em seguida na lista aparecem Iconha (ES), Nova Friburgo, Blumenau (SC) e Teresópolis. "Ao analisar as perdas econômicas totais por região, constatou-se que as inundações têm o maior impacto na região Sul. Por outro lado, deslizamentos de terra e secas afetam principalmente o Nordeste, e as tempestades impactam sobretudo o Sudeste", resume o estudo. As secas são os fenômenos que acarretam nos maiores prejuízos econômicos, já que impactam o agronegócio e a pecuária. Os pesquisadores estimam que elas correspondem a 58,52% do total de perdas econômicas calculadas para o período, o equivalente a US$ 72,50 bilhões. Segundo o estudo, secas mataram 225 pessoas. As inundações, por sua vez, totalizaram US$ 29 bilhões em prejuízo, tendo sido responsáveis por 2.662 mortes. Deslizamentos causaram 637 fatalidades e somaram perdas econômicas de US$ 3,9 bilhões, enquanto tempestades resultaram em 1.250 e danos estimados em US$ 18,44 bilhões. El Niño começa a influenciar chuvas no Brasil O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) afirmou nesta quarta-feira que o El Niño começou a provocar efeitos no território nacional. Ao longo da última semana, padrões atmosféricos típicos do fenômeno, que resulta do aquecimento das águas do Oceano Pacífico e altera o clima em diversas partes do mundo, foram identificados pelos meteorologistas ao favorecer a ocorrência de chuvas na Região Sul. Em nota, o Inmet explica que o El Niño fortalece correntes de vento que transportam umidade da região tropical para a Região Sul do Brasil. Somado a isso, centros de baixa pressão aumentam o fluxo de umidade, o que favorece a formação de nuvens e chuvas. Um sistema de alta pressão no Oceano Atlântico, por sua vez, cria um bloqueio atmosférico que mantém a umidade concentrada sobre a Região Sul, aumentando a persistência das chuvas. Nesta terça-feira, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul alertou para um período prolongado de tempo severo a partir de quinta-feira. São esperados "dias consecutivos de instabilidade, com risco de chuva intensa, temporais, ventos fortes, granizo e descargas elétricas em diferentes regiões do Estado". Já a Defesa Civil de Santa Catarina afirmou que o estado deve ter calor fora de época seguido de chuva intensa no fim de semana. O Inmet lançou uma série de alertas para a Região Sul nos próximos dias. O instituto alerta para a ocorrência de vendavais em todo o Rio Grande do Sul e no oeste catarinense e paranaense, além do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Inmet prevê também a possibilidade de chuvas no território gaúcho. A partir de sábado, o alerta de chuva é elevado para a categoria laranja, que indica perigo.
De secas a inundações: pesquisa mostra que nove em cada 10 municípios brasileiros já sofreram com desastres hídricos
Segundo o estudo, o Nordeste é a região com mais ocorrências (1.765), seguido pelo Sudeste (1405), Sul (1152), Norte (433) e Centro-Oeste (342) ao longo de três décadas







