O governo Lula avalia que a pesquisa Datafolha que mostra a concordância da maioria dos brasileiros em classificar facções criminosas como terroristas revela também uma preocupação da população com o avanço do crime organizado. Além disso, deixa clara a repulsa do brasileiro a uma eventual ingerência dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados são favoráveis a caracterizar PCC e CV como terroristas. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou que 74% rejeitam a possibilidade de os EUA atuarem contra as facções no Brasil sem autorização do governo.
Na avaliação da secretária nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Maria Rosa Loula, a pesquisa não mostra uma contradição, mas reafirma a preocupação do brasileiro com o avanço do crime organizado.
Ao Painel, ela comparou uma possível intervenção norte-americana ao colonialismo e disse que os números do Datafolha refletem a lucidez do brasileiro.
"O brasileiro quer uma resposta ao crime organizado, mas compreende com lucidez que uma ingerência norte-americana é uma violação à soberania brasileira. Mais ainda: nos coloca numa camada de subserviência", afirmou.







