A Copa do Mundo começou, e aquele clima de torcida ganha espaço a cada jogo da seleção brasileira. As pessoas se divertem em casa ou nos encontros com amigos. Afinal, quem não participa de um bolão?

Esse clima de Copa me fez lembrar de um episódio da série espanhola "Machos Alfa", da Netflix, que, de forma bem-humorada, aborda temas relacionados às relações de gênero. A trama acompanha a vida de quatro amigos e, em uma das cenas, eles conversam sobre futebol quando um deles afirma: "Os jogadores de futebol ganham mais porque o mercado valoriza mais essa modalidade do que a feminina."

A justificativa parece intuitiva: o futebol masculino atrai audiências maiores e, consequentemente, mais patrocínios e receitas. Poucos discordariam disso. A questão relevante, porém, é entender por que essas disparidades surgiram e persistem ao longo do tempo.

A chegada do futebol ao Brasil é tradicionalmente datada de 1894, quando Charles Miller retornou da Inglaterra trazendo não apenas as regras do jogo, mas também os equipamentos necessários para a realização das primeiras partidas. Em 1901, foi criada a Liga Paulista de Futebol. No plano nacional, a estruturação do esporte ocorreu em 1914, quando foi formada a primeira seleção brasileira.