Após o primeiro toque de saída do exame nacional de Matemática de 12.° ano, são poucos alunos que se agrupam à porta da Escola João Gonçalves Zarco, em Matosinhos. Beatriz Silva, de 17 anos, foi das poucas que saiu ao toque do meio-dia e não usufruiu dos 30 minutos de tolerância. A aluna do curso profissional de desporto saiu do exame com o enunciado na mão e um ar tranquilo. Ao PÚBLICO, diz que a prova "correu bem" e que foi "mais fácil" do que estava à espera.Beatriz Silva começou a estudar "com um mês e meio de antecedência" para este exame que encerra um ciclo de estudos. Terminado o secundário, a jovem tem o sonho de ingressar na academia militar, em Lisboa. Entre as matérias que saíram – "regressão linear, média, desvio de padrão, declive e ordenada na origem da recta, os modelos" – a mais fácil para a aluna foi a pergunta do Método de Borda e a mais difícil foi a das probabilidades.
Ao toque final da tolerância, são dezenas os alunos que saem das salas e se reúnem na entrada da escola. Salvador Canastra, de 18 anos, está prestes a completar o ensino secundário em Ciências Socioeconómicas e quer estudar Contabilidade no ISCAP. O aluno explica que o exame era "acessível" e "mais fácil" do que o do ano passado, com excepção de algumas perguntas "mais complicadas". "[A mais difícil foi] a última pergunta, em que não temos números, temos letras, e temos de interpretar o problema", conta.Henrique Costa, de 18 anos, concorda. O exame "não foi muito complicado" comparativamente às provas dos anos anteriores, com excepção do último exercício. No problema, eram apresentadas "várias incógnitas e era preciso chegar a uma conclusão através de só uma delas", explica o jovem. Ainda assim, considera que "podia ter corrido melhor".De resto, saiu "o que sai sempre" e tinha "toda a matéria que podia sair", mas parte era opcional". "Era só escolher o que era melhor para nós", conclui. O aluno da área de Ciências e Tecnologias (CT) está a pensar ingressar no ensino superior. No entanto, ainda não tem a certeza de que curso escolher, uma vez que "depende muito da média": terapia ocupacional ou radiografia são opções apelativas.















