Certamente algo neste acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã deve ter parecido familiar ao presidente magnata do mercado imobiliário americano. Afinal, ele se lê como um pedido de falência imobiliária —um ato de capitulação financeira.
Fica evidente o quanto Teerã deixou Trump encurralado, e o tamanho da surra que deu nele, quando o negociador-chefe do regime, Mohammad Bagher Ghalibaf, diz à TV estatal iraniana após os detalhes serem anunciados: "O acordo é um registro do fracasso dos EUA. As pessoas verão e julgarão".
Você não precisa ser um especialista em política externa para ver o que aconteceu aqui. Você precisa ser um especialista em política doméstica. Trump sacrificou o aliado da América na guerra, Israel, e os Estados árabes do Golfo pelos estados decisivos de Pensilvânia, Geórgia e Michigan.
Trump sabia que a inflação dos alimentos e os altos preços da gasolina provocados por esta guerra eram uma receita para uma derrota republicana nas eleições de meio de mandato.
Ele tinha que parar a guerra agora para baixar os preços até novembro, porque se os democratas tomarem a Câmara e o Senado, Trump enfrentará investigações intermináveis sobre como ele usou a Presidência para enriquecer a si mesmo e sua família —e possivelmente até impeachment.











