Restam apenas duas perguntas sobre a guerra dos Estados Unidos com o Irã. Primeira: quão grande será o sapo que o presidente Donald Trump terá que engolir para encerrar esse conflito com pelo menos algumas conquistas? E segunda: ele vai nos dizer que a humilhação que está engolindo tem gosto de lagosta ou de filé mignon?

Pessoalmente, não me importo se Trump tiver que engolir uma montanha de humilhação —por exemplo, a "rendição incondicional" do Irã que ele prometeu não vai acontecer— se isso resultar no Irã abrindo mão de suas aproximadamente 450 quilos de urânio quase em grau de armamento. Isso tiraria a ameaça imediata de uma bomba iraniana da mesa, e isso seria muito bom.

Mas, por favor, me poupem da bobagem de que Trump garantiu um acordo perfeito e delicioso. Porque assegurar esse urânio altamente enriquecido não apenas deixará o regime vil e assassino da república islâmica no poder (e ainda com cerca de 10 toneladas de urânio de baixo enriquecimento), mas na verdade o fortalecerá de maneiras preocupantes.

Para começar, Trump, o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio, serão todos lembrados como a equipe que deu à república islâmica uma segunda chance de vida justamente quando ela estava mais acuada do que nunca pelo seu próprio povo.