O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre as negociações para chegar a um acordo de paz com o Irã e afirmou que ele só acontecerá se for "excelente" para os EUA, nesta segunda-feira (25). "O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo algum. Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo fracassado governo Obama, que abriu caminho direto e sem obstáculos para o Irã obter armas nucleares. Não, eu não faço acordos assim!", afirmou. O presidente Donald Trump faz pronunciamento no Rockland Community College, em Suffern, Nova York — Foto: REUTERS/Kylie Cooper "Temos o que eu acho que é algo bastante sólido na mesa em termos de capacidade de abrir os estreitos. Israel sempre tem o direito de se proteger se o Hezbollah lançar ou for lançar mísseis contra eles, Israel tem todo o direito de responder a isso. Achamos que poderíamos ter alguma novidade ontem à noite, talvez hoje, eu não tiraria conclusões precipitadas disso", disse ele a jornalistas. "As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não se precipitarem em um acordo enquanto o tempo estiver a nosso favor. (...) Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva. Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear", escreveu. Agora no g1 As negociações entre Irã e Estados Unidos pelo fim da guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, se arrastam há semanas. Uma proposta feita pelo Irã na semana passada foi rejeitada por Washington, que disse considerar os termos insuficientes. Uma das principais exigências americanas é o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita. Ainda neste domingo, o jornal "New York Times" informou que os dois países chegaram a um entendimento preliminar: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. A informação é atribuída a um oficial americano próximo das negociações. Os Estados Unidos impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos, depois que Teerã praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro. Ormuz é um corredor estratégico para o comércio mundial de petróleo — antes do conflito, cerca de 20% da produção global passava por ali. O fechamento temporário pressionou os preços da commodity no mundo todo. Críticos do acordo, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.
Trump sobre Irã: 'Será um acordo excelente ou não haverá acordo' | G1
Presidente dos EUA rebateu as críticas de políticos da oposição sobre as negociações de seu governo com Teerã em rede social e alfinetou acordo fechado por Barack Obama em 2015.












