No sábado (23), Trump disse achar que o acordo estava perto de ser concluído — horas depois, afirmou também que iria "explodi-los [os iranianos] em mil infernos" caso as duas partes não chegassem a um consenso até este domingo. Horas depois das falas, Rezaei afirmou que "se eles [os EUA] querem um acordo, que negociem; se querem gasolina a 6 dólares, que fiquem parados e blefando até que nasça grama sob seus pés." Agora no g1 Ainda sobre o potencial acordo entre EUA e Irã, Marco Rubio defendeu o direito de defesa de Israel. O porta-voz iranino reforçou que o Irã 'não se curvará à força e à ameaça". Acordo nuclear só depois do fim da guerra Em entrevista a agência local Isna, o diplomata Hossein Noushabadi, diretor do Ministério das Relações Exteriores do Irã, classificou como "pura fabricação" os rumores de uma suspensão de 20 anos no enriquecimento de urânio. De acordo com o diplomata, o programa nuclear e as reservas de urânio altamente enriquecido só serão debatidos em uma fase posterior de até 60 dias, sob condições estritas: Suspensão total e verificável de todas as sanções;Liberação completa de ativos iranianos congelados;Retirada total das forças dos EUA da região. O esboço inicial defendido pelo Irã foca no fim da guerra em todas as frentes (incluindo o Líbano), na suspensão do bloqueio naval americano, na venda irrestrita de petróleo e na reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo o diplomata, a questão de Ormuz continuará sendo tratada de forma exclusivamente bilateral entre o Irã e Omã. Acordo pode ser concluído nesta segunda "Achamos que poderíamos ter alguma novidade ontem à noite, talvez hoje, eu não tiraria conclusões precipitadas disso", disse Rubio em Nova Deli. As negociações entre Irã e Estados Unidos pelo fim da guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, se arrastam há semanas. Uma proposta feita pelo Irã na semana passada foi rejeitada por Washington, que disse considerar os termos insuficientes. Uma das principais exigências americanas é o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita. Secretario de Estados dos EUA em uma coletiva de imprensa com o Ministro de Relações Exteriores da Índia, em Nova Deli, na Índia — Foto: Julia Demaree Nikhinson/ Pool via Reuters Acordo pode estar próximo de acontecer Ainda neste domingo, o jornal "New York Times" informou que os dois países chegaram a um entendimento preliminar: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. A informação é atribuída a um oficial americano próximo das negociações. Os Estados Unidos impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos, depois que Teerã praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro. Ormuz é um corredor estratégico para o comércio mundial de petróleo — antes do conflito, cerca de 20% da produção global passava por ali. O fechamento temporário pressionou os preços da commodity no mundo todo. Críticos do acordo, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.
Irã rebate Trump, chama ameaças de 'blefe' e ironiza | G1
No sábado, Trump disse que 'explodi-los [os iranianos] em mil infernos' caso as duas partes não chegassem a um consenso até domingo (24).














