País registrou a madrugada mais quente desde o início das medições, em 1947; governo convocou nova reunião de crise diante dos impactos das temperaturas extremas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas pulam na Fonte do Trocadero, perto da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris — Foto: JULIEN DE ROSA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 07:26 França Enfrenta Noite Mais Quente Desde 1947 em Meio a Crise Climática A França viveu sua noite mais quente desde 1947, no auge de uma onda de calor que já resultou em 40 mortes por afogamento, muitas delas de jovens. O governo convocou uma reunião de crise para lidar com os efeitos das temperaturas extremas, que causaram fechamento de escolas e cancelamento de trens. A temperatura média nacional atingiu 21,6°C, superando o recorde anterior de 2019. Autoridades pedem respeito às normas de segurança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A França registrou sua noite mais quente entre segunda e terça-feira, e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que 40 pessoas — muitas delas jovens — morreram afogadas desde 18 de junho em meio à intensa onda de calor que atinge o país. A onda de calor mortal tem castigado a França desde a semana passada, provocando transtornos na rotina da população e levando ao fechamento de escolas e ao cancelamento de trens. Diante da situação, Lecornu convocou ministros para uma nova reunião de crise nesta terça-feira para discutir medidas de resposta. Noite mais quente já registrada O país registrou a noite mais quente entre segunda e terça-feira desde o início das medições meteorológicas, em 1947, informou a agência Meteo-France. O indicador nacional de temperatura — calculado a partir da média das leituras de 30 estações meteorológicas espalhadas pelo território francês — atingiu 21,6°C, segundo dados preliminares coletados na manhã de terça-feira. O recorde anterior era de 21,4°C, registrado em 25 de julho de 2019. Mortes por afogamento preocupam autoridades Lecornu classificou as mortes registradas nos últimos dias como um “flagelo trágico”. — O último número que nos foi reportado é de 40 mortes desde 18 de junho, principalmente entre jovens — disse o primeiro-ministro durante a reunião de crise. — Eles são as primeiras vítimas da crise que estamos enfrentando. Na manhã de terça-feira, a ministra do Esporte e da Juventude, Marina Ferrari, afirmou à emissora France Inter que cerca de 20 pessoas morreram afogadas desde o início do fim de semana. Ela também pediu que os banhistas respeitem as regras de segurança durante o período de calor extremo.