Temperaturas no sudoeste da francês devem superar os 42°C nesta segunda-feira; quase 2.700 escolas do país devem fechar ou alterar seus horários Um homem se refresca em uma fonte, enquanto os moradores de Madri enfrentam altas temperaturas , em Madri, Espanha, 20 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Juan Barbosa Três pessoas morreram na França em decorrência de problemas de saúde causados pelo calor extremo, e quase 2.700 escolas francesas devem fechar ou alterar seus horários nesta segunda-feira (22), enquanto autoridades em toda a Europa emitiram alertas devido à onda de calor. As temperaturas em Bordeaux, no sudoeste da França, devem superar os 42°C nesta segunda-feira, e a agência meteorológica Meteo France informou que 49 departamentos administrativos estarão sob alerta vermelho. “Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de calor muito, muito intenso. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair”, afirmou a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, ao canal TF1. Três idosos, com idades entre 80 e 95 anos, morreram durante o fim de semana na região de Bordeaux em decorrência de problemas de saúde causados pela atual onda de calor na França, informou a autoridade local Sophie Brocas à emissora France TV na noite de domingo. Na Espanha, a agência meteorológica estatal Aemet emitiu um alerta vermelho para o País Basco, região normalmente mais fria no norte do país, onde a temperatura em San Sebastián deve atingir 40°C — mais que o dobro da média histórica para 22 de junho, segundo o Monitor Climático da Reuters. A expectativa é que San Sebastián registre temperaturas superiores às das cidades meridionais de Sevilha e Córdoba, que normalmente concentram o calor mais intenso do verão espanhol. “Estamos observando temperaturas entre 5°C e 10°C acima do normal para esta época do ano e, em algumas áreas do norte, mais de 10°C acima da média”, afirmou Rubén del Campo, porta-voz da Aemet. Uma mulher com um leque está na Praça do Trocadero, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas sobem em Paris durante a segunda onda de calor que afeta grande parte da França, em 20 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier Pouco alívio durante a noite A noite tem oferecido pouco alívio em algumas regiões da Espanha, com as temperaturas não caindo abaixo de 25°C e, em alguns locais, nem mesmo de 30°C, como na província de Almería, no sudoeste do país, informou a Aemet. Nesta segunda-feira, a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com temperatura máxima média de 24°C, 4,1°C acima do padrão registrado entre 1961 e 1990, segundo o monitor climático. Em comparação, a Ásia e a América do Norte estavam 2°C e 1,3°C acima de suas médias históricas, respectivamente. Abrigos de animais silvestres no norte da Europa enfrentam dificuldades para lidar com o número de animais recebidos com problemas causados pelo calor. Aves como andorinhões, andorinhas, pardais e estorninhos, que constroem ninhos sob os beirais dos telhados, têm sido particularmente afetadas pelas temperaturas anormalmente elevadas, disse Romaine de Jaegere, bióloga e fundadora do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Creaves), em Temploux, na Bélgica. “As temperaturas nos telhados às vezes chegam a 50°C ou até 60°C. Então elas preferem saltar a permanecer ali, morrer e literalmente cozinhar dentro dos ninhos”, disse De Jaegere à Reuters, acrescentando que o abrigo recebeu 150 animais nos últimos três dias. O Ministério do Trabalho da Espanha informou nesta segunda-feira que está monitorando se as empresas estão cumprindo as leis que permitem aos trabalhadores reduzir ou ajustar sua jornada quando alertas meteorológicos laranja ou vermelhos são emitidos. Segundo o ministério, os trabalhadores também têm direito a até quatro dias de licença remunerada caso não consigam chegar ao local de trabalho por causa das condições climáticas.