O calor sufocante que atinge parte da Europa intensificou-se nesta segunda-feira (22), causando a suspensão de aulas e gerando alertas em diferentes países. Só na França houve 18 mortes, do fim de semana para cá, supostamente ligadas ao aumento de temperatura.

Em menos de um mês, esta é a segunda onda de calor a atingir milhões de europeus. Segundo o consenso científico, a mudança climática provocada pela atividade humana torna mais intensos os fenômenos meteorológicos extremos.

O novo episódio, mais duradouro que o de maio e que pode durar até o fim da semana, lembra a onda de calor de agosto de 2003, que marcou o continente com mais de 70 mil mortos ao longo de suas duas semanas de duração.

De acordo com o Monitor Climático da Reuters, nesta segunda-feira a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com temperaturas previstas para atingir uma média de 24 graus Celsius, 4,1°C acima do que era típico entre 1961 e 1990.

A onda de calor que afeta grande parte da Europa é conhecida como bloco ômega, pois tem o formato da letra grega, com uma protuberância de ar quente no centro e ar mais frio nas laterais, segundo Clair Barnes, pesquisadora associada sobre clima extremo do Imperial College de Londres.