A divulgação dos resultados do Enade das Licenciaturas 2025 reacendeu o debate sobre a formação inicial de professores no Brasil. Cerca de 42% dos concluintes apresentaram desempenho abaixo do nível básico de proficiência, enquanto apenas 20% alcançaram o padrão considerado adequado. Na modalidade a distância, o cenário é ainda mais preocupante: 53% dos estudantes ficaram abaixo do básico e apenas 12% atingiram o nível adequado.

Embora os resultados tenham causado preocupação, eles não representam uma surpresa para quem está à frente das redes públicas de ensino. Gestores das capitais convivem diariamente com os desafios de selecionar, contratar e desenvolver professores preparados para atuar em salas de aula cada vez mais complexas. São eles que identificam as lacunas na formação inicial dos profissionais que ingressam na carreira e precisam construir estratégias para apoiar seu desenvolvimento e garantir a aprendizagem dos estudantes.

Esse desafio se tornou ainda maior nos últimos anos. A recomposição das aprendizagens após a pandemia, os esforços para garantir a alfabetização na idade certa, a expansão da educação integral, o crescimento da educação especial inclusiva e a incorporação de novas tecnologias à escola exigem competências cada vez mais sofisticadas dos profissionais da educação.