A primeira edição do novo Enade das Licenciaturas apontou uma diferença significativa no desempenho de estudantes de cursos ofertados presencialmente e na modalidade de educação à distância, em meio à ofensiva do governo Lula (PT) para restringir esse modelo de ensino.

Dados divulgados nesta quarta-feira 20 pelo Ministério da Educação, por meio do Inep, apontam que 73,9% dos concluintes de licenciaturas presenciais foram considerados proficientes na avaliação. Entre os estudantes de cursos EaD, o índice ficou em 46,9%, uma diferença de 27 pontos percentuais.

Os resultados foram apresentados durante um café da manhã com jornalistas, do qual CartaCapital participou, e de forma conjunta com os dados da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), exame criado pelo governo para servir como instrumento de apoio a estados e municípios na seleção de professores para a educação básica.

Realizado anualmente, o Enade avalia a qualidade da formação inicial de professores a partir de uma perspectiva institucional, considerando componentes de formação geral docente e conhecimentos específicos das áreas.

Nesta edição, 4.948 cursos de licenciatura em todo o País foram avaliados. Nas universidades públicas federais, 75,9% dos concluintes atingiram os padrões de proficiência definidos pelo Inep. Nas estaduais, o percentual foi de 73,3%. Já nas instituições privadas com fins lucrativos, o índice caiu para 46,8%.